SEGURANÇA AÉREA SUSPENSA

Peru suspende operações da Aerodiana após acidente aéreo com 13 mortos

Equipes de resgate no local do acidente aéreo em Nazca, Peru.
Destroços da aeronave da Aerodiana na região das Linhas de Nazca.

Decisão ocorre após queda de aeronave sobre as Linhas de Nazca. Entre as vítimas estão 11 turistas europeus e dois tripulantes.

O Ministério dos Transportes e Comunicações do Peru determinou a suspensão temporária das atividades da empresa aérea de turismo Aerodiana, após a queda de uma de suas aeronaves que resultou na morte de 13 pessoas. A medida, comunicada oficialmente no domingo (3), visa garantir a apuração rigorosa sobre o cumprimento das normas operacionais e de segurança da aviação no país.

A tragédia aconteceu no sábado (2), na região de Ica. O voo tinha como destino o sobrevoo das Linhas de Nazca, um conjunto de geóglifos reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, cuja observação aérea é um dos pontos turísticos mais procurados da região. O impacto do acidente reflete-se na perda de 11 turistas — cidadãos da Espanha, Itália e Alemanha — e de dois tripulantes peruanos, deixando um rastro de dor internacional e questionamentos sobre os protocolos de manutenção de aeronaves de pequeno porte.

Conforme relatado pelo ministro do Comércio Exterior e Turismo do Peru, Rogers Valencia, a tripulação do Cessna 208B Grand Caravan comunicou uma emergência à torre de controle antes da interrupção do contato por rádio. “Houve uma comunicação da aeronave informando que estava enfrentando problemas mecânicos”, afirmou o ministro, destacando que a Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos já iniciou a análise técnica dos destroços e dos registros de comunicação.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou publicamente suas condolências às famílias das vítimas, enquanto a embaixada do país em Lima presta assistência aos familiares. A suspensão da empresa é por tempo indeterminado e durará até que os órgãos reguladores concluam se houve falha na observância das normas técnicas.

Enquanto a Aerodiana declarou, por nota, total disposição para cooperar com as investigações e reforçou seu compromisso histórico com a segurança, o governo peruano, por meio de Keiko Fujimori, ainda avalia se medidas adicionais serão aplicadas ao Aeroporto de Pisco, ponto de partida da aeronave. O histórico da região, que já registrou acidentes fatais em 2010 e 2022, intensifica a pressão por revisões profundas nos padrões de segurança de voos turísticos no deserto.

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