ERRO MÉDICO FATAL

PCMG indicia sete médicos após morte de adolescente por apendicite em Itaúna

Representação de um consultório médico com símbolo da justiça.
Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais aponta falhas no atendimento médico.

Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais aponta falhas graves no atendimento que levaram à morte de jovem de 13 anos em novembro de 2025. Caso segue para o Poder Judiciário.

Sete médicos foram indiciados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por homicídio culposo. A decisão, anunciada nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, encerra as investigações sobre a morte de uma adolescente de 13 anos em novembro de 2025, após o que a PCMG aponta como demora no diagnóstico e tratamento de apendicite. O caso, ocorrido em Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, levanta sérias questões sobre a qualidade do atendimento médico e a dignidade do cuidado com a vida.

A investigação da PCMG, que reuniu depoimentos, prontuários e documentos técnicos, indicou falhas graves no atendimento prestado à jovem. Estas falhas incluem a ausência de exames essenciais e a demora na adoção de medidas que poderiam ter salvado sua vida, impactando diretamente a dignidade e o direito à saúde da vítima.

Segundo o apurado, a adolescente procurou atendimento médico pela primeira vez em 20 de novembro de 2025, com fortes dores abdominais. Na ocasião, o diagnóstico foi de gastroenterite viral, e ela foi liberada sem que exames mais aprofundados fossem realizados, um ponto crítico que se provou fatal.

Nos dias subsequentes, a jovem retornou à unidade hospitalar por quatro vezes, sendo atendida por profissionais distintos. Apesar da persistência dos sintomas e da clara piora em seu quadro clínico, o diagnóstico inicial de gastroenterite foi mantido, evidenciando uma falha na avaliação médica que desconsiderou a gravidade da situação.

Somente em 23 de novembro de 2025, três dias após o primeiro atendimento, foi confirmado o quadro de apendicite aguda, após a realização de exames laboratoriais e tomografia computadorizada. A demora na identificação da doença foi determinante para a evolução trágica do caso.

A cirurgia ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro, mas a apendicite já havia rompido, levando a um quadro de peritonite. A jovem não resistiu e faleceu na madrugada do dia 25 de novembro de 2025, vítima de choque séptico. A investigação policial considera esta decisão como definitiva quanto aos indiciamentos, e o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

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