GOLPES DIGITAIS COMBATIDOS
PCBA bloqueia R$ 103 milhões de fraudadores via Pix
Operação Pix Seguro atinge esquema milionário em cinco estados. Ação da Polícia Civil da Bahia protege vítimas de estelionato eletrônico.
Uma operação de grande impacto desmantelou um esquema criminoso especializado em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, resultando no bloqueio judicial de R$ 103 milhões em bens e contas. A ação, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PCBA) nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, com o nome de Operação Pix Seguro, visou proteger cidadãos de golpes sofisticados, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros. A medida oferece um alívio fundamental para a segurança financeira das vítimas e da sociedade, combatendo a impunidade de criminosos que exploram a confiança digital.
A investigação revelou que o método do grupo consistia em enganar as vítimas por meio de mensagens SMS falsas. Essas mensagens simulavam bloqueios de contas bancárias e direcionavam os usuários para páginas fraudulentas, onde, sem saber, eles inseriam dados pessoais e bancários. Com acesso a essas informações sensíveis, os golpistas realizavam transferências via PIX, drenando os recursos das contas das vítimas para redes de contas controladas pela organização criminosa.
Sete dos mandados foram cumpridos em Eunápolis, Bahia. A força-tarefa estendeu-se a Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP), onde também ocorreram buscas. Durante as diligências, os policiais apreenderam uma série de aparelhos eletrônicos e outros materiais, que agora serão submetidos a perícia e análise detalhada para avançar na investigação.
As apurações indicam que os valores desviados dos golpes eram habilmente movimentados. O grupo utilizava contas de terceiros e empresas de fachada para disfarçar a origem ilícita do dinheiro, num complexo esquema de lavagem que tentava apagar os rastros do crime.
A investigação prossegue, e os envolvidos nesta complexa rede criminosa podem ser processados por estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes com penas severas que refletem a gravidade dos ataques à segurança financeira da população.
A condução das diligências esteve a cargo da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis). A operação contou com o apoio crucial da Polícia Militar da Bahia, do CIBERLAB, uma unidade especializada ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e das Polícias Civis dos estados envolvidos, demonstrando uma articulação nacional no combate ao crime cibernético.
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