REGULAÇÃO DE ANÚNCIOS

PBH veta publicidade de bets em espaços públicos de Belo Horizonte

QR Code de site de apostas em um ponto de ônibus sendo removido.
Usuários relataram ter arrancado ou danificado os QR Codes dos anúncios para dificultar o acesso às plataformas.

A medida visa proteger o orçamento familiar e impedir a exploração de jogos de azar em áreas próximas a escolas e equipamentos públicos.

A prefeitura de Belo Horizonte estabeleceu restrições rigorosas à veiculação de publicidade de casas de apostas, as conhecidas bets, em toda a extensão da capital mineira. A decisão foi formalizada por meio de um decreto assinado pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) em 14 de julho de 2026, com o objetivo de mitigar a exposição de cidadãos a jogos de azar em locais de alto fluxo e áreas sensíveis.

A nova normativa proíbe a exibição de anúncios em mobiliários urbanos, como pontos de ônibus, em prédios municipais e em eventos que contem com o apoio ou organização da administração pública. Adicionalmente, a regra cria uma zona de proteção de 100 metros ao redor de escolas, museus e centros de atendimento a crianças e jovens, onde a publicidade desse setor fica estritamente vedada.

A iniciativa surge como resposta direta a uma recomendação da Defensoria Pública de Minas Gerais, enviada à PBH em 2 de julho de 2026, que apontava a necessidade de frear a publicidade em terminais e veículos de transporte coletivo. O decreto concede um prazo de 15 dias úteis para que os órgãos municipais revisem os contratos vigentes e procedam com a retirada dos materiais publicitários em desacordo com as novas diretrizes.

Para além da exclusão visual, a medida busca zelar pela dignidade financeira das famílias belo-horizontinas. O movimento ganhou força após a mobilização popular nas redes sociais, onde usuários denunciaram a presença de QR Codes em ônibus como uma forma predatória de marketing, voltada a pessoas que dependem do transporte público para acessar o trabalho e a educação.

Embora o Consórcio Transfácil tenha afirmado anteriormente que as campanhas em ônibus seguiam a legislação vigente até a nova norma, o cenário agora obriga a uma readequação institucional. Paralelamente à remoção dos anúncios, a Defensoria Pública de Minas Gerais solicitou à PBH a implementação de campanhas informativas sobre os riscos associados ao vício em jogos, reforçando a proteção ao consumidor e a saúde pública.

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