INVESTIGAÇÃO POR FEMINICÍDIO

Veja o vídeo: imagens mostram sargento transportando capitã da PMMG sem vida em BH

Imagem de câmera de segurança registrando sargento carregando a capitã Michele Leão Azevedo.
Câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima foi levada ao hospital na capital mineira.

A Polícia Civil investiga o caso após a oficial Michele Leão Azevedo dar entrada em hospital com sinais de violência e marcas incompatíveis com acidente doméstico.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias da morte da capitã da Polícia Militar, Michele Leão Azevedo, após o surgimento de imagens que mostram o momento em que ela é transportada, já sem vida, pelo companheiro até uma unidade de saúde em Belo Horizonte.

Veja o vídeo.

O caso, registrado inicialmente em 20 de julho de 2026, ganhou novos contornos nesta quarta-feira, com o desdobramento das apurações sobre a conduta do 3º sargento da PMMG, Eduardo Abner Pereira de Oliveira.

O registro aponta que Michele deu entrada no Hospital Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, na noite do dia 20 de julho de 2026, com ausência de sinais vitais. A equipe médica, ao constatar que o óbito havia ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada, acionou a Polícia Militar diante de evidências de violência física. A vítima apresentava traumatismo craniano, lesões nas pernas e hematomas que, segundo especialistas, contradizem a versão de uma queda de escada apresentada pelo sargento.

Em depoimento inicial, o suspeito afirmou que a esposa teria sofrido o acidente por volta das 12h do dia 20 de julho de 2026, optando por não buscar socorro imediato por constrangimento. Contudo, relatos de familiares da capitã descrevem um histórico de relacionamento abusivo, marcado por ameaças e controle psicológico. Além da suspeita de feminicídio, o sargento foi preso por posse e tráfico de drogas, após ser flagrado descartando substâncias ilícitas nas dependências do hospital.

A perícia recolheu evidências cruciais na residência do casal, no bairro Palmares, incluindo um objeto contundente descartado e roupas de cama que haviam sido lavadas recentemente. O veículo Jeep Renegade, utilizado para transportar a capitã, também foi apreendido. Enquanto o caso segue sob investigação rigorosa da Polícia Civil, a defesa de Eduardo Abner Pereira de Oliveira sustenta, em nota, que aguarda a conclusão dos laudos periciais e reitera a confiança no devido processo legal.

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