PAZ NO ORIENTE MÉDIO
Paquistão anuncia acordo de paz entre EUA e Irã para encerrar conflito
Primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif disse que assinatura eletrônica pode ocorrer em 24 horas. Detalhes do acordo ainda não foram divulgados oficialmente, mas fontes apontam para cessar-fogo, reabertura do Estreito de Ormuz e flexibilização de sanções.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou na manhã deste sábado, 13 de junho de 2026, que os Estados Unidos e o Irã concordaram com os termos para um acordo de paz que pretende encerrar meses de conflito na região do Oriente Médio. A expectativa é que uma assinatura eletrônica ocorra nas próximas 24 horas, seguida por negociações técnicas na semana seguinte.
Sharif expressou agradecimento aos dois países pela dedicação nas negociações e ao apoio de nações da região, confiante de que o acordo histórico estabelecerá uma base para a paz duradoura. A declaração surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na quinta-feira, 11 de junho de 2026, que negociadores haviam alcançado um consenso. Inicialmente, o Irã indicou que nada estava finalizado, mas, horas depois, o chanceler iraniano declarou que um acordo de paz "nunca esteve tão próximo".
Embora nenhuma das partes tenha divulgado oficialmente o conteúdo completo do novo acordo, a imprensa norte-americana e iraniana, citando fontes governamentais, apontou alguns dos possíveis termos. Fontes do regime iraniano indicaram à CNN Internacional que o memorando prevê um novo cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, sem cobrança de taxas pelo Irã e com retorno do tráfego a níveis pré-guerra em 30 dias. As informações também sugerem o levantamento do bloqueio naval dos EUA na entrada de Ormuz, a flexibilização progressiva das sanções ao Irã e o compromisso iraniano de não obter armas nucleares.
Por outro lado, uma fonte do governo norte-americano relatou à agência Reuters que o acordo incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz, o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a suspensão de acesso a ativos congelados do Irã até o cumprimento de suas obrigações. A imprensa estatal iraniana, entretanto, mencionou que Teerã não cederia o controle do Estreito de Ormuz nem o direito de enriquecer urânio, e que o entendimento incluiria a suspensão das sanções dos EUA, a retirada de forças militares americanas das proximidades do país e a interrupção das hostilidades em todas as frentes.
O presidente Donald Trump, em declarações anteriores, classificou como falsos os detalhes do acordo divulgados pela imprensa norte-americana e criticou o Irã por vazar informações, descrevendo os dirigentes iranianos como "pessoas muito desonrosas". Em sua rede social Truth Social, Trump expressou a necessidade de organização rápida por parte do Irã. Posteriormente, ele repostou uma mensagem do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, afirmando que um acordo "nunca esteve tão perto".
A proximidade de um acordo foi inicialmente comunicada por Trump na quinta-feira, 11 de junho de 2026, após um período de tensões e ataques. Trump cancelou uma ofensiva e declarou que um consenso sobre "pontos finais" da proposta de paz havia sido alcançado, com a possibilidade de assinatura definitiva ainda no fim de semana, possivelmente na Europa, com a presença de seu vice, JD Vance. Ele indicou que o memorando de entendimento havia sido aprovado por todas as esferas do poder no Irã, incluindo o líder supremo. Contudo, minutos depois, a agência estatal iraniana Fars afirmou que nenhum texto para um memorando de entendimento inicial havia sido aprovado.
As indicações de um acordo ocorrem em um contexto de retomada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, mesmo sob um cessar-fogo. A escalada recente começou após a queda de um helicóptero militar americano na região do Estreito de Ormuz, o que levou Trump a acusar o Irã e anunciar retaliações. Os EUA bombardearam sistemas de defesa iranianos, e o Irã respondeu com ataques a uma base americana no Bahrein. A situação complicou as conversas por um acordo de paz e tornou o cessar-fogo em vigor "sem sentido", segundo declarações iranianas.
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