COOPERAÇÃO INTERNACIONAL ESTRATÉGICA

Estados Unidos preveem repasse de US$ 1 bilhão para segurança na Colômbia

Abelardo de la Espriella durante cerimônia de posse na Colômbia
O novo presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, durante cerimônia de posse em 7 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez

O montante integra uma nova parceria bilateral focada em objetivos compartilhados, conforme anunciado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos planeja destinar US$ 1 bilhão em assistência de segurança para a gestão do presidente Abelardo de La Espriella na Colômbia. O anúncio foi formalizado pelo Departamento de Estado americano na sexta-feira (7), confirmando a intenção de trabalhar junto ao Congresso para viabilizar o repasse, peça central de uma nova parceria estratégica entre as duas nações.

O apoio financeiro visa consolidar os objetivos compartilhados pela administração de Donald Trump e o governo colombiano. A medida reflete o compromisso de Washington com a agenda de segurança do novo presidente, que assumiu o cargo com um discurso focado na restauração da autoridade e da ordem no país.

Em seu pronunciamento de posse, realizado para tropas em uma base militar em Cali, Abelardo de La Espriella declarou que as tratativas de paz com grupos armados foram esgotadas. O mandatário impôs aos integrantes de organizações criminosas e grupos denominados por ele de “narcoterroristas” o dilema entre a submissão ao Estado de direito ou o enfrentamento direto pelas forças de segurança locais.

A política de segurança de De La Espriella inclui ainda a retomada da erradicação de plantações de coca por meio de pulverização aérea de herbicidas, método que o presidente defende como seguro para a saúde e o meio ambiente. Adicionalmente, a Colômbia passará a integrar o programa Escudo das Americas, uma iniciativa promovida pelo governo de Donald Trump.

Além da agenda de segurança, o plano de governo abrange medidas econômicas estruturantes, como o congelamento de gastos, uma reforma tributária voltada à atração de investimentos e a redução do tamanho do Estado. O presidente, que não possuía trajetória em cargos eletivos antes da vitória em junho, busca equilibrar essas reformas com a manutenção de programas sociais voltados à população.

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