BUSCA POR JUSTIÇA
Pai de engenheiro vítima da Voepass cobra responsabilidade da Anac
Relatório do Cenipa aponta falhas graves na operação da Voepass e na fiscalização da Anac. Familiares buscam respostas após a perda de 62 vidas.
O pai do engenheiro Paulo Henrique Silva Alves, uma das 62 pessoas que morreram na queda do avião da Voepass, exige medidas concretas após a divulgação do relatório final sobre a tragédia. A manifestação ocorreu após a apresentação oficial feita pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), momento em que familiares reviveram a dor da perda de seus entes queridos.
Paulo Machado Alvez descreveu o encontro como um desafio emocional necessário. Para ele, embora o documento encerre etapas investigativas, a necessidade de responsabilização institucional permanece. O voo 2283 da Voepass caiu na tarde de 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, enquanto cumpria a rota entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP).
A investigação, apresentada na quinta-feira (23), foi taxativa ao apontar que o acidente não decorreu de um fator isolado, mas de uma sequência de falhas. Entre os pontos críticos, o Cenipa destacou a presença de gelo severo, o mau funcionamento do sistema de degelo da aeronave e a desconsideração de alertas críticos pelos pilotos. O relatório ainda pontuou uma cultura organizacional na Voepass que permitia a continuidade de voos mesmo diante de problemas técnicos não registrados.
Além da empresa aérea, a fiscalização da Anac foi questionada pela insuficiência no gerenciamento de riscos. O pai de Paulo Henrique, que era servidor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-SC) e um profissional dedicado, espera que as recomendações do Cenipa se traduzam em mudanças reais no setor para evitar novas tragédias.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário