JUSTIÇA EXIGE RESPOSTAS
Pai contesta surto e afirma que filho policial civil foi executado por colega em Alagoas
Homem que disparou contra os agentes, também policial civil, é o principal suspeito. Família da vítima clama por rigor na apuração e nega versão de surto.
O pai de Yago Gomes Pereira, policial civil morto a tiros dentro de uma viatura na madrugada de quarta-feira, 20 de maio de 2026, contesta firmemente a versão de que o suspeito teria sofrido um surto. Pedro Pereira afirmou que seu filho “foi executado por um colega de forma perversa e desumana”, clamando por justiça diante do que considera um ato premeditado.
Para Pedro Pereira, o crime possui contornos de execução, pois o suspeito desferiu um tiro à queima-roupa na cabeça de Yago, que estava ao volante da viatura no momento do ataque. “Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas, sim, uma execução”, denunciou ele em entrevista à TV Asa Branca Alagoas, destacando a frieza do ato que chocou a família e colegas de profissão.
Yago Gomes, natural de Sergipe, tinha 33 anos. Além dele, o agente Denivaldo Jardel, de 47 anos, também foi vítima fatal. O principal suspeito, Gildate Góes, igualmente policial civil e integrante da mesma guarnição, foi preso sob suspeita de cometer os assassinatos. O caso levanta sérias questões sobre a segurança no ambiente de trabalho e a dignidade dos profissionais da segurança pública.
Em sua declaração, Pedro Pereira, que também é policial judiciário em Sergipe, ressaltou sua experiência profissional para embasar sua convicção. “Sou policial há muito tempo. Sei como alguém atira quando quer matar. Meu filho estava ao volante. A pessoa, perversamente, quis executá-lo. Ele [Gildate] é um policial antigo. Ninguém sabe qual o problema dele, mas descontar nos colegas de trabalho?”, desabafou, cobrando rigor na apuração dos fatos.
Luciano Cardoso, delegado da Polícia Civil de Sergipe e amigo da família de Yago, informou que o suspeito já teria envolvimento em outros crimes, incluindo o assassinato de um ex-colega há cerca de 15 anos e a morte de um animal. “Minha ligação com Yago era de pai para filho. A família vai solicitar o laudo psiquiátrico [do suspeito]”, declarou Cardoso, evidenciando a necessidade de uma investigação aprofundada.
A Polícia Civil de Alagoas programou uma coletiva de imprensa para as 14h30 desta quarta-feira, na sede da Delegacia Geral, em Jacarecica, para repassar informações sobre o caso, incluindo se Gildate Góes é investigado por outros crimes. A instituição busca esclarecer os detalhes que levaram à trágica ocorrência na Rua Floriano Peixoto, em Delmiro Gouveia.
O corpo de Yago Gomes deve seguir ainda nesta quarta-feira para Aracaju, onde será velado, com sepultamento previsto para quinta-feira, às 10h, na capital sergipana. O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que os corpos das vítimas já foram periciados e liberados, permitindo que as famílias realizem os ritos fúnebres e busquem consolo.
O crime, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (20), envolve a prisão de Gildate Goes, 61 anos, suspeito de matar seus colegas de corporação dentro de uma viatura policial em Delmiro Gouveia, Sertão de Alagoas. Yago Gomes Pereira, 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, 47 anos, foram alvejados na cabeça. A motivação inicial apontava para um surto do agressor, mas a versão é contestada veementemente pelo pai de Yago, que exige respostas e se apega à justiça para honrar a memória do filho e de seu colega.
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