IRREGULARIDADES EM CLÍNICA

Paciente relata três cirurgias corretivas após complicações em clínica no Rio

Imagem ilustrativa de prontuário e ambiente clínico sob investigação.
Paciente relata sequelas nos seios e braço após cirurgias na Zona Sul do Rio.

Vítima aponta falhas graves em procedimentos estéticos, enquanto a Polícia Civil investiga a atuação de residentes sem supervisão e descarte inadequado de resíduos.

Uma paciente relatou ter passado por três cirurgias reparadoras após sofrer complicações decorrentes de procedimentos estéticos realizados em uma clínica situada em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A mulher, que buscou intervenções de Mastopexia e Braquioplastia, afirma que o quadro clínico se agravou devido a falhas na execução dos procedimentos, resultando em cicatrizes reabertas e limitações físicas severas que impactaram profundamente sua qualidade de vida e dignidade.

O caso integra uma investigação ampla conduzida pela Polícia Civil. Segundo relatos colhidos, a unidade, anteriormente denominada Clínica Ênio Serra e adquirida pelo grupo Celita Toledo, operava com irregularidades graves. A paciente descreveu ter enfrentado não apenas o insucesso das cirurgias, mas também um tratamento desrespeitoso por parte da equipe médica durante o pós-operatório.

O delegado Wellington Vieira, titular da Delegacia do Consumidor, confirmou que quatro residentes, estudantes de pós-graduação em medicina, realizavam procedimentos na unidade sem a devida supervisão acadêmica. A investigação busca apurar se a participação desses estudantes foi o fator determinante para o agravamento dos quadros clínicos das pacientes.

Além da responsabilidade técnica, a Polícia Civil apura o possível descarte irregular de resíduos biológicos. Pacientes relataram ter sido coagidas a realizar o descarte por conta própria de gordura retirada em cirurgias, sob risco de intimidação. O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) já autuou as unidades na rua Soares Cabral por precariedade higiênico-sanitária e presença de insumos vencidos.

Até o momento, a gestão do grupo Celita Toledo e os representantes da Clínica Ênio Serra não responderam às solicitações de posicionamento. A investigação segue em curso, e a paciente estuda medidas judiciais para reparar os danos causados.

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