FRAUDE FINANCEIRA REVELADA

Justiça bloqueia bens de suspeitos em golpe de R$ 37 milhões contra Aposentada

Imagem ilustrativa sobre o golpe financeiro investigado pela Polícia Civil
Saldo virtual fictício e site falso: o esquema que vitimou Aposentada - Foto: Polícia Civil

Esquema de falso investimento causou prejuízo milionário a vítima no RS. Polícia Civil investiga organização criminosa com ramificações internacionais.

O Poder Judiciário decretou o bloqueio de ao menos 54 contas bancárias de indivíduos e empresas investigados por um esquema de falsos investimentos que vitimou uma Aposentada, resultando em um prejuízo de R$ 37 milhões. A medida, que visa garantir o futuro ressarcimento dos valores perdidos, foi detalhada pelo delegado Eibert Moreira, do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, durante o desdobramento da Operação Criptoabate.

A vítima, que realizou transferências constantes ao longo de seis meses, foi induzida ao erro por uma plataforma que prometia rendimentos acima da média. O golpe foi descoberto apenas quando a Aposentada tentou realizar o resgate do capital e se deparou com exigências constantes de novos depósitos, caracterizando a manobra fraudulenta.

No âmbito da investigação, que apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro, prisões foram efetuadas. Na quinta-feira (13), dois suspeitos foram detidos. Já na sexta-feira (14), uma terceira pessoa foi presa no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em operação conjunta da Polícia Civil com a Polícia Federal. O alvo, residente em Balneário Camboriú, Santa Catarina, seria proprietário de uma das instituições utilizadas para a lavagem de capitais.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava a conversão de valores para criptomoedas como forma de ocultar o rastro do dinheiro. A organização, que se passava pela empresa TDASX, é suspeita de aplicar o método conhecido como "pig butchering", com origens no sudeste asiático, especificamente em países como Laos, Camboja e Mianmar. Estima-se que existam 140 possíveis vítimas em todo o território nacional, com transações suspeitas que somam R$ 30 bilhões.

A Polícia Civil orienta que investidores mantenham cautela diante de promessas de lucro fácil e verifiquem sempre as credenciais das plataformas utilizadas. A Justiça segue com o processo, cabendo recurso por parte dos envolvidos.

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