VÁLVULA DE ESCAPE

Operação Oxigênio libera leitos de UTI no Walfredo Gurgel após vazamento

Fachada do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.
Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel em Natal.

Ação emergencial visa restabelecer o funcionamento de cinco leitos de Unidade de Terapia Intensiva que foram bloqueados em razão de problemas na rede de oxigênio do hospital. Decisão tomada pela gestão visa garantir o atendimento a pacientes em estado grave.

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, realizou na quarta-feira, 20 de maio de 2026, uma operação coordenada para solucionar vazamentos na rede de oxigênio, que haviam levado ao bloqueio de cinco leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A decisão, tomada pela direção do hospital, foi motivada pela necessidade urgente de restabelecer a capacidade de atendimento em uma das unidades de referência em traumas no Rio Grande do Norte.

O diretor da unidade, Geraldo Neto, explicou que o problema se originou em vazamentos em pontos específicos da rede de oxigênio, comprometendo o uso de cinco leitos de UTI. "Nós temos, de fato, cinco leitos bloqueados em uma das nossas unidades de terapia intensiva por causa de um vazamento que aconteceu em um dos pontos de oxigênio", afirmou Neto, em entrevista ao portal BNews RN.

Em resposta à denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), que apontou o fechamento de leitos, a gestão do hospital detalhou as ações. Uma medida corretiva paliativa já havia sido implementada, mas uma solução mais eficaz e duradoura exigiu um planejamento complexo.

A "operação oxigênio", como foi denominada, envolveu o desligamento temporário de toda a rede de oxigênio do hospital, um procedimento que, segundo o diretor, não é de domínio do sindicato. A intervenção, com duração estimada de duas horas, requereu o apoio de outras estruturas hospitalares para fornecer reguladores e cilindros de oxigênio. Cerca de 40 pacientes sob oxigenoterapia precisaram ser temporariamente assistidos por cilindros, com acompanhamento intensivo de equipes de fisioterapia e enfermagem.

"A gente denomina essa ação como operação oxigênio, onde a gente precisa, inclusive, do apoio de outras estruturas hospitalares, que chegam com reguladores de oxigênio, com cilindros de oxigênio e nós temos aqui um trabalho grandioso de fazer um levantamento de todos os pacientes que estão sob oxigenoterapia e calcular, inclusive, quanto cada paciente precisa para que nós consigamos fazer esse movimento. Essa medida corretiva durante duas horas", detalhou Neto.

A oxigenoterapia é um tratamento médico que fornece oxigênio suplementar quando os níveis no sangue do paciente estão baixos, sendo crucial para a recuperação em casos graves.

O Hospital Walfredo Gurgel, que atende a demandas de alta complexidade em diversas especialidades como ortopedia, politrauma e neurocirurgia, opera frequentemente acima de sua capacidade. Com pouco mais de 200 leitos ativos, incluindo enfermarias, CTQ, UTIs e pronto-socorro, a unidade é frequentemente o primeiro local procurado para atendimentos de pacientes com perfil de gravidade elevado.

"O Walfredo é aquela mãe, na verdade. É o primeiro nome, o primeiro hospital lembrado na hora que o paciente chega com perfil de gravidade elevado. Com relação à questão de fato do perfil de internamento, as UTIs da gente são sempre muito lotadas, na verdade, não existe um leito sobrando no Walfredo. Mesmo estando acima da nossa capacidade, nós buscamos fazer a melhor assistência com as condições que nós temos disponíveis", pontuou o diretor.

O hospital oferece atendimento em diversas linhas de cuidado, com alta demanda por traumas e acidentes, impactando principalmente pacientes politraumatizados, que podem necessitar de assistência conjunta de diversas especialidades médicas.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário