FIM DO CRIME

Operação Décimo Mandamento: Polícia Civil mira suspeitos de arrombar caminhonetes em Cuiabá e Várzea Grande

Policiais civis em ação durante a Operação Décimo Mandamento em MT.
Operação Décimo Mandamento é cumprida pela Polícia Civil

Ação busca recuperar arma furtada e desarticular grupo criminoso especializado em arrombamentos de veículos.

A Polícia Civil deflagrou, na quinta-feira, 21 de maio de 2026, a Operação Décimo Mandamento contra criminosos suspeitos de arrombar caminhonetes estacionadas em Cuiabá e Várzea Grande, no MT, para furtar pertences como armas, cartões bancários e documentos. A decisão de agir partiu da necessidade de coibir a ação de um grupo especializado e recuperar bens roubados, o que torna a operação relevante para a segurança pública e a dignidade das vítimas.

Ao todo, foram cumpridas nove ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão domiciliar e um de apreensão e arresto de veículo. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá. A investigação teve início após o arrombamento de uma caminhonete no Bairro Quilombo, em Cuiabá, em agosto de 2025, ocasião em que foram furtados uma arma de fogo, carregadores, munições, documentos pessoais e cartões bancários. A atuação visa restaurar o senso de segurança e justiça para os cidadãos afetados por essas práticas delituosas.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) revelaram o modus operandi do grupo, com o uso de um veículo SUV para dar apoio às ações. Durante a apuração, a polícia identificou que este mesmo carro estaria ligado a outros furtos similares em caminhonetes na capital, sendo compartilhado entre integrantes do grupo e funcionando como peça central do esquema criminoso. A aquisição e o trânsito do automóvel entre os suspeitos foram marcados por informalidade, ausência de documentação e valores incompatíveis, levantando suspeitas sobre sua real propriedade e finalidade.

Os investigadores também mapearam contatos frequentes entre os suspeitos, incluindo conversas sobre pendências e multas relacionadas ao veículo. Parte dos indivíduos envolvidos possui antecedentes criminais e desempenhava funções distintas no esquema, desde a intermediação das negociações do carro até a participação direta nos furtos, conforme apurado pela Polícia Civil. O impacto dessas ações se estende à sensação de vulnerabilidade da população, que tem seus bens e tranquilidade afetados.

A Justiça autorizou ainda a apreensão e extração de dados de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos encontrados nos endereços dos investigados. O objetivo é aprofundar as investigações e, crucialmente, localizar a arma de fogo furtada, que ainda não foi recuperada. O nome da operação, "Décimo Mandamento", faz referência ao mandamento bíblico "não cobiçar as coisas alheias", um lembrete direto aos crimes patrimoniais que estão sendo combatidos e à importância de se respeitar o patrimônio alheio para a manutenção da ordem social.

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