ALERTA DEGRAVADO NO MAR

ONU alerta para agravamento alarmante da saúde dos oceanos

Imagem genérica representando a saúde dos oceanos e a poluição.
A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um novo alerta sobre a saúde dos oceanos.

Relatório divulgado nesta terça-feira, 09/06/2026, pela Organização das Nações Unidas aponta piora em indicadores ambientais oceânicos, incluindo aquecimento acelerado e poluição plástica.

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um alerta preocupante nesta terça-feira, 09/06/2026, sobre o estado de saúde dos oceanos em escala global. O relatório Avaliação Mundial dos Oceanos (WOA-3) indica um agravamento significativo de diversos indicadores ambientais, exigindo ações internacionais urgentes para reverter o cenário. O documento, que compila dados coletados principalmente entre 2018 e 2023, contou com a colaboração de mais de 550 especialistas de 86 países.

A análise multidisciplinar, considerada a principal sobre a saúde dos mares, revela piora em aspectos cruciais desde a última publicação, em 2022. Entre os problemas mais acentuados estão o aquecimento acelerado das águas, a elevação do nível do mar, a diminuição do gelo polar, a perda de biodiversidade marinha, o aumento da poluição por plástico e a pressão sobre os estoques pesqueiros.

Os oceanos entraram em uma fase de aquecimento mais intenso, o que favorece a ocorrência de eventos climáticos extremos no ambiente marinho. A taxa média de elevação do nível do mar atingiu 4,3 milímetros por ano entre 2013 e 2023, um aumento em relação aos 3,2 milímetros anuais registrados anteriormente. Paralelamente, os anos de 2022, 2023, 2024 e 2025 registraram níveis recordes de degelo nas regiões polares, impactando a circulação oceânica e o clima global.

A poluição plástica também demonstra um crescimento alarmante, com o novo levantamento identificando mais de 4 mil espécies marinhas afetadas, contra cerca de 1,4 mil na edição anterior. O professor Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coautor do estudo, destaca que fenômenos antes considerados excepcionais tornaram-se mais frequentes.

No Brasil, os impactos são sentidos especialmente em áreas costeiras. Os riscos incluem maior vulnerabilidade de cidades litorâneas, prejuízos à pesca, danos a recifes de coral e o aumento de eventos climáticos extremos associados ao Oceano Atlântico. A segurança alimentar e a preservação dos recursos marinhos também sofrem com a redução dos estoques pesqueiros sustentáveis, que em 2021 abrangiam apenas 62,3% dos estoques avaliados, abaixo dos 64,6% de 2019.

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