DIREITOS HUMANOS EM XEQUE
ONG acusa Estados Unidos de violações contra pescadores no Equador
Relatório da Human Rights Watch aponta ataques a barcos e desaparecimentos. ONU alerta para possível prática de crimes internacionais.
A Human Rights Watch divulgou um relatório detalhado denunciando graves violações de direitos humanos em decorrência da colaboração militar entre Estados Unidos e Equador. O documento, revelado em 21/07/2026, aponta que operações voltadas ao combate ao narcotráfico resultaram em episódios de tortura, detenções sem amparo legal e ataques aéreos contra embarcações civis.
As denúncias ganham contornos trágicos ao detalhar o destino de três embarcações equatorianas — Fiorella, La Negra Francisca Duarte II e Don Maca. As embarcações operavam nas proximidades das Ilhas Galápagos entre janeiro e março deste ano quando foram alvos de ações hostis ou desapareceram. A situação do Fiorella é a mais crítica, com oito dos dez tripulantes ainda listados como desaparecidos, deixando famílias em um limbo de incertezas e dor.
A operação, batizada de Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul, foi iniciada pelos Estados Unidos com o propósito de frear o tráfico na América Latina. Desde sua implementação, mais de 200 pessoas perderam a vida em ações no Pacífico. O governo norte-americano justifica as ofensivas alegando que as embarcações realizavam rotas suspeitas, contudo, a falta de apresentação de provas concretas tem gerado intenso questionamento internacional.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) alertaram que as mortes provocadas pela Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul podem ser classificadas como crimes internacionais. Segundo o órgão, as investidas não configuram legítima defesa ou combate a ameaças iminentes, desrespeitando o direito à vida garantido pelas convenções internacionais.
No âmbito político, a presença da operação no Equador foi consolidada após autorização do presidente Daniel Noboa. A aliança ganhou força com o apoio de figuras como Marco Rubio, que prometeu rigor contra facções como Los Lobos e Los Choneros, classificando-as como grupos terroristas.
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