JORNADA EM PAUTA

Nunes alerta para impacto do 6 X 1 na economia brasileira

Prefeito Ricardo Nunes discursa sobre a jornada de trabalho 6 X 1 e impactos fiscais.
Fala foi feita na inauguração do parque Aricanduva, nesta 6º feira (6.mar.2026) | Reprodução/Youtube/Alesp - 27.fev.2026

Prefeito de São Paulo destaca a complexidade de mudar a jornada de trabalho e o risco fiscal para estados e municípios. Setor empresarial demonstra preocupação.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), alertou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, sobre a “grande preocupação” do setor empresarial com o debate em torno do fim da escala 6 X 1. Durante a Apas Show 2026, ele defendeu que qualquer mudança na jornada de trabalho deve ser cuidadosamente planejada, considerando os profundos impactos fiscais e a complexidade dos contratos públicos já estabelecidos. A discussão sobre a reorganização das horas trabalhadas reverbera diretamente na estabilidade econômica do país e na vida de milhões de cidadãos, exigindo um olhar atento sobre como isso pode afetar a capacidade de geração de renda e o desenvolvimento social.

Nunes enfatizou a essencialidade do trabalho para o avanço do Brasil. “O nosso país é um país pobre e o que a gente consegue fazer para poder sair da situação de pobreza ou pra poder crescer é trabalhando. Não tem outra forma de você desenvolver senão trabalhar”, declarou o prefeito. A Apas Show 2026, palco da manifestação, reuniu líderes como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ressaltando a relevância do tema para diferentes esferas de governo.

O chefe do executivo paulistano reiterou que modificar a jornada de trabalho, especialmente a escala 6 X 1, representa um desafio considerável. “Fazer uma alteração com relação à questão de jornada ou de escala […] é algo complexo”, disse Nunes. Ele apontou que governos comprometidos com a responsabilidade fiscal encontram barreiras significativas para ajustar contratos públicos já em vigor a novas regras trabalhistas, o que pode gerar desequilíbrios orçamentários e afetar a prestação de serviços essenciais à população.

Em seu discurso, Nunes também advogou por um “Estado mais enxuto” e trouxe à tona dados preocupantes sobre o endividamento da população brasileira. Essa visão reforça a interconexão entre as políticas trabalhistas, a saúde financeira do Estado e o bem-estar dos cidadãos, sugerindo que as decisões sobre a jornada de trabalho precisam ser integradas a uma estratégia macroeconômica que vise a prosperidade e a estabilidade das famílias.

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