CHEFE DE FACÇÃO PRESO
Número 2 do crime no RN, chefe de facção é preso nos portões do Maracanã
Edenilson Luiz Moura de Melo, conhecido como "Chorão", foi capturado no Rio de Janeiro. Ele é apontado como o segundo homem na hierarquia do Comando Vermelho no estado potiguar. Na mesma operação, outro criminoso de alta periculosidade também foi detido.
Uma investigação de inteligência conjunta entre as Polícias Civis do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro resultou, na noite de quarta-feira, 20 de maio de 2026, na prisão de um dos criminosos mais procurados do estado potiguar. A decisão de capturar o indivíduo, apontado como o número 2 do Comando Vermelho (CV) no RN, foi tomada após dias de monitoramento intensivo. A importância desta prisão reside no desmantelamento de uma liderança chave do crime organizado, com ramificações em diversos estados.
Edenilson Luiz Moura de Melo, conhecido como "Chorão", foi abordado por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) pouco antes de ingressar no Estádio do Maracanã, na capital carioca, para assistir a uma partida de futebol. A ação estratégica impediu qualquer tentativa de fuga ou reação, preservando a segurança de todos os presentes.
As autoridades informaram que "Chorão" fugiu do Rio Grande do Norte para escapar do radar policial, utilizando esconderijos alternados nas comunidades da Rocinha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Relatos indicam que ele mantinha uma rotina de ostentação nas redes sociais, exibindo joias, festas e armamentos de grosso calibre, evidenciando o poder financeiro e a influência de suas atividades criminosas.
A captura de "Chorão" foi o ápice de um dia que já havia registrado significativas baixas para a facção potiguar no Rio de Janeiro. Horas antes, também na quarta-feira, 20 de maio de 2026, a mesma operação conjunta localizou e prendeu Jackson Matheus da Silva Moreira, o "Professor", em um imóvel na cidade de Macaé, no Norte Fluminense.
"Professor" é considerado de altíssima periculosidade e chefiava o braço armado do grupo criminoso. Sua responsabilidade incluía a coordenação de invasões e ataques violentos contra territórios dominados pela facção rival, o Sindicato do Crime, no Rio Grande do Norte. A prisão dele impacta diretamente a capacidade de ação violenta do grupo.
Contra "Chorão", foi cumprido um mandado de prisão pelo crime de tráfico de drogas. A operação conjunta demonstra a força da colaboração entre as polícias estaduais no combate ao crime organizado, com decisões técnicas precisas e foco na restauração da segurança pública. A decisão é definitiva, não cabendo recurso neste momento.
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