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Notas falsas no RN: Evite prejuízos e riscos legais

Notas falsas no RN: Evite prejuízos e riscos legais

Comerciantes se preocupam com a circulação de cédulas adulteradas; advogado Rousseaux Rocha orienta sobre como agir e buscar reparação.

O Rio Grande do Norte enfrenta um alerta crescente com a circulação de notas falsas, um problema que ameaça a segurança financeira de cidadãos e comerciantes em transações do dia a dia. Autoridades e especialistas, incluindo a Polícia Federal e advogados, intensificam as orientações sobre como identificar e agir diante de cédulas falsificadas, visando proteger a população contra prejuízos e o risco de envolvimento inadvertido em crime federal. A preocupação se acentua nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026, com novos dados e alertas sobre a presença dessas cédulas no mercado potiguar.

Embora o uso do dinheiro em espécie tenha diminuído nos últimos anos, devido ao avanço de formas de pagamento digitais como cartões de crédito, débito e, especialmente, o Pix, as cédulas ainda são uma constante nas transações comerciais. Essa realidade exige vigilância redobrada, pois a ameaça das notas falsas persiste.

Comerciantes experientes no RN conhecem de perto esse risco e adotam um cuidado constante. "Aqui a gente olha a nota com bastante atenção, observa se tem marca d’água e vê como é a textura do papel", relata João Augusto dos Santos, gerente de vendas de uma loja de roupas no Alecrim há 31 anos. "Felizmente, nunca peguei uma nota falsa", afirma com alívio.

Erika Paula, que mantém um ponto de venda de roupas no camelódromo do bairro, também sublinha sua atenção. "Olho a numeração da nota, o relevo do papel e a marca d’água. E não importa se é uma cédula de R$ 5 ou de R$ 200", destaca ela, demonstrando a seriedade do problema para todos os valores.

Nos casos em que a autenticidade da nota não puder ser identificada imediatamente, ou quando a falsificação for confirmada, é crucial que o cidadão procure a Polícia Federal ou uma agência bancária para apresentar a cédula suspeita.

O advogado Rousseaux Rocha detalha o procedimento: "Se um estabelecimento detectar que a nota é falsa no momento do pagamento, o usuário deve pedir a cédula de volta para entregá-la ao banco ou à polícia. Para comprovar que o repasse da nota não foi feito de má fé, caso haja questionamentos por parte do estabelecimento, o próprio usuário deve acionar a polícia para registrar a ocorrência", orienta.

Rocha alerta que colocar dinheiro falso em circulação, seja fabricando-o ou repassando-o, mesmo que sem intenção de fraudar, é crime e resulta em sanções graves, como reclusão de três a 12 anos. A distinção entre usar de boa-fé e de má-fé é fundamental, mas a responsabilidade de acionar as autoridades recai sobre quem detém a cédula falsa.

Quanto ao ressarcimento para quem recebeu dinheiro falso sem saber, o advogado afirma que essa é uma possibilidade rara. "Se a pessoa ou estabelecimento não sabe de quem recebeu a nota falsa, infelizmente, vai ficar no prejuízo. Se a nota vier de uma instituição bancária, o que é muito difícil de acontecer, porque os bancos têm mecanismos rigorosos para identificar dinheiro não verdadeiro, o usuário pode ser ressarcido. Mas se a falsificação vier do mercado ilegal, é praticamente impossível que a pessoa consiga algum ressarcimento", esclarece o advogado, destacando a vulnerabilidade dos cidadãos.

Rousseaux Rocha acrescenta que qualquer nota pode ser alvo de falsificação. Contudo, em sua avaliação, as cédulas de R$ 200 são as mais suscetíveis. "São notas de pouca circulação, o que pode dificultar o reconhecimento de suas características de segurança", cita.

De acordo com a Polícia Federal, até o momento em 2026, foi registrado um único flagrante no Rio Grande do Norte envolvendo o uso de uma cédula falsa de R$ 200. Já em 2025, a PF apreendeu duas cédulas falsificadas, uma de R$ 50 e outra de R$ 100, em ocorrências distintas. Esses números, embora aparentemente baixos, refletem apenas os casos flagrados e denunciados, e não a totalidade do problema.

A PF reforça que a falsificação e a circulação de moeda constituem crime federal e orienta a população a redobrar a atenção ao receber dinheiro em espécie. "Em caso de suspeita, a recomendação é não utilizar a cédula e comunicar imediatamente às autoridades", explicou a Polícia Federal em nota, enfatizando a importância da colaboração cidadã para combater esse crime que afeta a todos.

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