PONTA NEGRA, SOLUÇÃO

Natal: Prefeitura investe R$ 21 milhões em nova drenagem para Ponta Negra

Imagem aérea da Praia de Ponta Negra com projeto de saneamento da Prefeitura de Natal
Prefeitura de Natal apresenta nova obra no sistema de saneamento da praia de Ponta Negra — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

A Prefeitura de Natal deu um passo crucial para sanar os problemas de drenagem na Praia de Ponta Negra ao anunciar, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a abertura da concorrência pública para uma nova obra. Orçada em R$ 21 milhões, a intervenção visa construir três reservatórios de detenção e infiltração, prometendo reduzir significativamente os alagamentos que comprometem o uso da praia e a dignidade dos moradores e turistas. A medida responde a questionamentos levantados em relatório do Ministério Público Federal (MPF) e em uma ação civil pública.

A Prefeitura de Natal deu um passo crucial para sanar os problemas de drenagem na Praia de Ponta Negra ao anunciar, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a abertura da concorrência pública para uma nova obra. Orçada em R$ 21 milhões, a intervenção visa construir três reservatórios de detenção e infiltração, prometendo reduzir significativamente os alagamentos que comprometem o uso da praia e a dignidade dos moradores e turistas. A medida responde a questionamentos levantados em relatório do Ministério Público Federal (MPF) e em uma ação civil pública.

A concorrência pública para a execução da obra foi publicada no Diário Oficial do Município na mesma quarta-feira, 13 de maio de 2026, e a abertura das propostas está agendada para o dia 27 de maio. É importante notar que, por se tratar de um processo licitatório, a decisão ainda está sujeita a trâmites e recursos.

As explicações sobre o projeto foram detalhadas durante coletiva de imprensa, convocada pela Prefeitura após o Ministério Público Federal (MPF) apontar falhas no sistema de drenagem existente, implantado após a obra de engorda da praia. Relatórios do MPF e uma ação civil pública destacavam problemas como tubulações interrompidas e estruturas bloqueadas, que contribuíam para a formação dos chamados “espelhos d’água” na faixa de areia.

Segundo Shirley Cavalcanti, secretária municipal de Infraestrutura, o projeto das obras complementares começou a ser desenvolvido após a conclusão do aterro hidráulico, finalizado em 25 de janeiro de 2025.

MPF cobra obras emergenciais de drenagem na engorda de Ponta Negra

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“Tivemos o ano todo de 2025 com as ocorrências, onde todas elas foram estudadas e levantadas para que a gente pudesse avaliar quais seriam as melhores soluções”, afirmou a secretária.

Ela explicou que os novos reservatórios terão a função essencial de retardar a chegada da água do sistema de drenagem à praia, diminuindo a velocidade do fluxo e reduzindo a incidência e o tamanho dos alagamentos, que causam transtornos a quem frequenta a região.

Durante a coletiva, a gestão municipal também rebateu pontos do relatório técnico do Ministério Público, que apontava “tubulações falsas” e interrupções indevidas. A secretária Shirley Cavalcanti esclareceu que uma das tubulações questionadas havia sido desativada e reposicionada por razões técnicas, devido à maior contribuição de esgoto no ponto original, o que comprometia o funcionamento do dissipador.

Tubulações tampadas na estrutura da drenagem da Praia de Ponta Negra que aparecem no documento do MPF — Foto: Reprodução

Outro ponto abordado foi a presença de materiais cobrindo saídas da drenagem. A Prefeitura afirmou que o material não era lona, mas uma manta geotêxtil, frequentemente usada em obras de drenagem para retenção de areia, que permite a passagem da água. Quanto a uma pedra encontrada em uma tubulação, a secretária assegurou que o material, parte do enrocamento atrás do dissipador, já foi retirado.

Shirley Cavalcanti ainda ressaltou que as imagens utilizadas nos questionamentos do MPF datam de janeiro de 2026 e que a situação atual da estrutura difere daquelas fotografias.

Thiago Mesquita, secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, complementou que a obra foi executada conforme o projeto original, negando falhas no sistema implementado na engorda. Ele esclareceu que a formação de espelhos d’água após chuvas fortes já era uma previsão técnica, dada a grande quantidade de água que desce para a praia.

“O sistema está sendo melhorado, mas continua com a mesma concepção”, pontuou Mesquita.

Praia de Ponta Negra volta a ter alagamentos

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O secretário detalhou que a região possui uma bacia de aproximadamente 400 mil metros quadrados, o que faz com que chuvas intensas, como as registradas nos últimos tempos, escoem milhões de litros de água em direção à faixa de areia. Ele admitiu que as novas estruturas reduzirão o volume e a espessura dos espelhos d’água, mas que o fenômeno poderá persistir em casos de chuvas acima de 60 milímetros, embora com menor impacto.

“Havendo chuvas acima de 60 milímetros continuará a formar espelhos d’água, mas em menor volume e com maior capacidade de retenção”, confirmou.

Durante a coletiva, Thiago Mesquita também defendeu os resultados da obra de engorda, enfatizando que a ampliação da faixa de areia trouxe ganhos significativos para o turismo e para o uso recreativo da praia pelos moradores, apesar dos desafios atuais com a drenagem.

Água acumulada na faixa de Areia de Ponta Negra abre uma espécie de rio próximo ao Morro do Careca, em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

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