AÇÃO CONTRA CRIME

Autoridades detalham resgate de mulher de tribunal do crime no Rio Potengi

Equipes de segurança reunidas em coletiva sobre o resgate no Rio Potengi.
Coletiva de imprensa detalhou a operação integrada que salvou a vida da vítima em Natal.

Cinco suspeitos foram presos após operação integrada da Polícia em Natal. Vítima receberá apoio da rede de proteção do Estado.

Autoridades da Segurança Pública e da Secretaria de Estado das Mulheres detalharam, nesta segunda-feira (24/08/2026), o resgate de uma mulher que seria submetida a um chamado tribunal do crime e executada. A operação, realizada em resposta a uma tentativa de homicídio, culminou na prisão de cinco suspeitos e reforça o combate à violência organizada na região.

O caso ocorreu neste domingo (23/08/2026), no Rio Potengi, em Natal. Segundo o coronel Alarico, a intervenção foi desencadeada após uma denúncia recebida pela Secretaria de Administração Penitenciária, alertando que a vítima, moradora do Paço da Pátria, era transportada contra a própria vontade em uma embarcação em direção a uma área de execução.

A resposta foi imediata, envolvendo o suporte aéreo do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que localizou a embarcação. Ao notar o monitoramento, o grupo tentou recuar, sendo interceptado em terra por agentes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque. A mulher foi resgatada ilesa da embarcação e retirada da situação de perigo iminente.

O diretor do CIOPAER, Ipargo Nicolas, destacou a precisão da integração entre as equipes terrestres e aéreas para interromper o trajeto dos criminosos. Os cinco suspeitos detidos foram conduzidos para os trâmites legais, sendo que três deles já possuíam histórico criminal. As investigações prosseguem para determinar a motivação exata do crime.

Para garantir a segurança da vítima a longo prazo, a secretária Júlia Arruda confirmou que ela permanece sob proteção das forças policiais. Como o caso não se enquadra na Lei Maria da Penha por ausência de relação doméstica, a articulação para o acolhimento será feita via rede de proteção multidisciplinar, com apoio do Ministério das Mulheres e órgãos estaduais e municipais.

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