PRONTA PARA SER JULGADA
Mulher é presa por suspeita de atropelar e matar o cunhado propositalmente em Barretos, SP
A mulher, que alegou ter agido em legítima defesa após suposta agressão, foi presa temporariamente. O caso é investigado como homicídio qualificado.
Uma mulher foi presa nesta quarta-feira, 17/06/2026, em Barretos (SP), sob a suspeita de ter atropelado e matado o próprio cunhado de forma intencional. A prisão temporária atende a um mandado expedido pela Justiça, conforme informou o delegado Rafael Faria Domingos. A suspeita, no entanto, nega a intenção de atingir a vítima com o veículo.
O trágico incidente ocorreu na noite de 31 de maio, no bairro Bom Jesus. Um homem, de 42 anos, foi encontrado sem vida na via pública, o que desencadeou uma investigação policial para apurar as circunstâncias da morte.
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas nesta quarta-feira, foram cruciais para a polícia. As gravações revelaram que a vítima foi atropelada por um motorista que fugiu do local sem prestar socorro. A análise das imagens indicou que o homem caminhava de costas para o veículo e não teve chance de se defender.

Durante o andamento da apuração, a polícia identificou a cunhada da vítima como a principal suspeita. A mulher estava desaparecida desde a data do atropelamento e foi localizada e detida nesta quarta-feira em um apartamento situado no Conjunto Habitacional Newton Siqueira Sopa. Seu aparelho celular foi apreendido e passará por perícia.
Em depoimento, a suspeita, que está grávida, relatou que foi agredida pelo homem enquanto levava a irmã dele, sua companheira, para casa. Segundo a versão da acusada, a vítima estava embriagada no momento das agressões. Ela acrescentou que percebeu que o cunhado deixou o local para buscar uma arma e decidiu segui-lo com o carro. Ao se deparar com ele no caminho, a mulher alega que o cunhado se jogou na frente do veículo, e que ela não teve a intenção de atropelá-lo.
O caso está sendo rigorosamente investigado pela Justiça como homicídio qualificado. A resolução definirá se houve dolo eventual ou outra circunstância que agrave a responsabilidade da acusada, impactando diretamente a dignidade e a segurança jurídica de todos os envolvidos.
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