PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO

MPRN requer suspensão de obras em loteamento irregular no RN

Vista panorâmica de loteamento em área urbana sob investigação do Ministério Público
Área de loteamento em processo de análise judicial — Investigação revela que a Secretaria Municipal não autuou obras licenciadas, resultando em irregularidades na construção em áreas verdes do loteamento | reprodução

Ministério Público solicita embargo de construções e anulação de alvarás em Extremoz após detectar supressão de áreas verdes protegidas.

A 1ª Promotoria de Justiça de Extremoz moveu ação para interromper irregularidades urbanísticas em um loteamento do município. A decisão, tomada após o MPRN constatar supressão de vegetação, aterramento indevido e construções em área pública, visa resguardar o patrimônio coletivo e a organização urbana da cidade.

O órgão solicitou a suspensão dos efeitos da Certidão de Reloteamento número 04/2025, além da anulação dos Alvarás de Construção 2826/2025, 2827/2025 e 2828/2025, que autorizavam obras na Quadra 68. A medida é necessária para evitar danos irreversíveis ao meio ambiente urbano e garantir que o uso do solo respeite as normas vigentes, protegendo o direito da coletividade à preservação de áreas verdes.

Irregularidades na destinação de áreas

As investigações do Ministério Público revelaram que a Secretaria do município falhou ao não autuar as construções realizadas por uma construtora no local. A alteração do projeto original ocorreu a partir de um requerimento de uma loteadora, que agrupou áreas verdes originalmente destinadas ao uso comum para viabilizar a criação de lotes privados.

O MPRN reforçou que qualquer alteração na destinação de bens públicos demanda a aprovação de lei específica pela Câmara de Vereadores. Assim, a mudança realizada apenas por meio de ato administrativo é considerada nula, ferindo a legalidade do processo de expansão urbana.

A Prefeitura e a Secretaria possuem o prazo de dez dias úteis para comprovar o cumprimento das determinações. Além disso, devem notificar o Cartório Único de Extremoz para impedir qualquer registro ou venda de lotes vinculados à área em questão.

A medida, que ainda cabe recurso pelas partes interessadas, serve como um alerta para a fiscalização rigorosa do crescimento das cidades e a proteção de espaços que garantem a qualidade de vida dos moradores.

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