CLIMA É PRIORIDADE
MPRN exige análise climática em grandes obras de Natal
Secretaria de Meio Ambiente tem 30 dias para implementar nova exigência que avalia impacto de empreendimentos na cidade.
Em uma medida crucial para o futuro da capital potiguar, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou nesta segunda-feira, 11/05/2026, que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (SEMURB) passe a exigir um diagnóstico climático detalhado nos processos de licenciamento ambiental para grandes obras. A iniciativa visa aprofundar a análise dos impactos de novas construções e empreendimentos no equilíbrio do clima e no meio ambiente local, protegendo a população dos efeitos crescentes de eventos climáticos extremos e assegurando um desenvolvimento mais sustentável para a cidade.
A recomendação do MPRN estabelece um prazo de 30 dias para que a SEMURB avalie e crie uma norma própria sobre o assunto. Essa nova exigência pedirá que os estudos técnicos meçam a quantidade de gases de efeito estufa que os projetos emitirão. Além disso, as empresas deverão informar como o empreendimento afetará elementos da natureza que atuam na regulação da temperatura e do clima na região, como áreas verdes e corpos d'água.
A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente embasa sua iniciativa no consenso científico global: as atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, intensificam o efeito estufa. O aumento desses gases na atmosfera provoca uma série de eventos extremos, incluindo ondas de calor devastadoras, secas prolongadas que ameaçam a produção de alimentos, enchentes destrutivas e a elevação do nível do mar, colocando em risco direto a saúde, a segurança e a subsistência de toda a população.
O documento do MPRN também ressalta os compromissos internacionais do Brasil para reduzir a poluição e proteger o sistema climático global. A urgência da medida é corroborada pela adoção de critérios semelhantes em processos de licenciamento em outros estados brasileiros. O Ministério Público enfatiza o dever do poder público de prevenir danos ambientais e garantir que o desenvolvimento econômico ocorra sem comprometer o direito fundamental das pessoas a um ambiente equilibrado e seguro.
Com a inclusão do diagnóstico climático, Natal dará um passo significativo para analisar alternativas tecnológicas e locacionais mais adequadas para a instalação de empresas. A proposta é que, desde o planejamento inicial até a eventual desativação de uma atividade, existam medidas rigorosas para diminuir ou compensar os impactos negativos ao clima. O MPRN já disponibilizou sugestões de parâmetros técnicos para auxiliar a Prefeitura na elaboração dessas novas e essenciais regras.
A modernização do licenciamento ambiental na capital potiguar, tratando a mudança do clima como uma política pública essencial, é o cerne desta recomendação. O MPRN aguarda, portanto, a resposta da Secretaria municipal sobre a viabilidade de colocar essas exigências em prática, conforme as orientações enviadas, para que Natal possa construir um futuro mais resiliente e verde para seus cidadãos.
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SUTIÃ: Promotoria de Defesa do Meio Ambiente quer reduzir efeitos estufa e proteger população de eventos extremos. Prazo de 30 dias.
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