GASTO SOB SUSPEITA

MPF e CGU investigam compra de R$ 7,5 milhões pelo Ministério da Fazenda

Sala vazia no Tesouro Nacional com mobiliário antigo.
Sala vazia no Tesouro Nacional onde serão instalados equipamentos de escritório.

Aquisição de computadores e cadeiras para o Tesouro Nacional é alvo de denúncia por falta de estudos técnicos e alto volume de servidores em home office.

O Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) foram acionados para investigar a compra de 550 computadores de mesa, 700 cadeiras e 300 notebooks pelo Ministério da Fazenda, totalizando um gasto de R$ 7,5 milhões. A apuração foi provocada para verificar a legitimidade do investimento, questionado devido à ausência de estudos técnicos preliminares e ao fato de 56% dos funcionários da pasta atuarem em regime de home office, nesta sábado, 11/07/2026.

A Procuradoria da República do Distrito Federal recebeu uma representação formal do deputado estadual Guto Zacarias (Missão-SP), que questiona a necessidade real do aporte financeiro. Paralelamente, uma denúncia anônima foi registrada na CGU, apontando a falta de planejamento prévio na aquisição dos bens para o Tesouro Nacional.

Impacto nos recursos públicos

A preocupação central reside na eficiência do gasto público. Segundo os dados, os pagamentos das cadeiras (R$ 938 mil) e dos computadores de mesa (R$ 3,7 milhões) já foram efetuados. Já os R$ 2,8 milhões destinados aos notebooks, que ainda não foram entregues, permanecem empenhados.

Em nota oficial, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) defendeu que a compra visa garantir a segurança da informação e a operacionalidade de sistemas críticos como o SIAFI. O órgão argumenta que a renovação do mobiliário se faz necessária pelo fim da vida útil das peças antigas e que a infraestrutura deve atender à demanda de trabalho presencial, ainda que o modelo híbrido seja predominante.

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