INVESTIGAÇÃO SOBRE APOSTAS

MPDFT infiltra servidores em site de apostas para investigar Virginia Fonseca

Equipamentos digitais representando investigação de provas em processos judiciais.
Investigação do MPDFT analisa estratégias publicitárias da Blaze.

Servidores do MPDFT se passaram por clientes para coletar provas contra a Blaze e a influenciadora, visando uma indenização de R$ 120 milhões.

Servidores do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) adotaram uma estratégia de infiltração digital para compor a Ação Civil Pública contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca. A medida, que visa proteger o consumidor de práticas abusivas, foi detalhada nesta sexta-feira, 10/07/2026, pelo promotor Paulo Binicheski, responsável pelo caso.

O monitoramento, que ocorreu antes da ação judicial ajuizada em 09/07/2026, focou na preservação da cadeia de custódia digital. Ao simularem o comportamento de usuários comuns, os investigadores capturaram e-mails publicitários em formato PDF, garantindo que metadados como remetente, data e conteúdo integral permanecessem inalterados. Essa prática técnica é fundamental para assegurar que as evidências sejam aceitas pelo Poder Judiciário, evitando alegações de adulteração.

Segundo o MP, a empresa utilizava táticas agressivas de marketing, como senso de urgência e promessas de ganhos fáceis, enquanto omitia regras essenciais de elegibilidade em rodapés de difícil leitura. A investigação aponta que a publicidade omitia o caráter comercial das apostas, configurando, em tese, infração ao Código de Defesa do Consumidor.

Em relação a Virginia Fonseca, a Promotoria destaca a influência da criadora de conteúdo durante a Copa do Mundo de 2026, onde teria incentivado seguidores a apostar na plataforma sem a devida transparência sobre o vínculo publicitário. A ação busca uma indenização de R$ 120 milhões pelos danos causados à coletividade.

A defesa de Virginia Fonseca afirmou, em nota, que as alegações serão respondidas nos autos e que a petição inicial reconhece a pendência de diligências essenciais. Já a Foggo Entertainment Ltda, operadora da Blaze, declarou que ainda não foi formalmente intimada e reiterou seu compromisso com as diretrizes de Jogo Responsável. O processo segue sob análise judicial e cabe recurso das decisões que forem proferidas.

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