FRAUDE INTERSTADUAL

MPCE denuncia trio por fraude que lesou servidores

Foto do trio preso: Lucas Vitor, Amanda Rafaela e Rodrigo Matheus, acusados de aplicar golpe milionário falsificando documentos.
Lucas Vitor Costa Fontenele, Amanda Rafaela Santos Coutinho e Rodrigo Matheus Muniz da Silva, denunciados por golpe interestadual contra servidores públicos.

Acusados teriam desviado mais de R$ 1 milhão de servidores públicos. O trio foi preso em flagrante em Fortaleza em 27 de abril de 2026, operando com documentos falsificados em pelo menos quatro estados e no Distrito Federal.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, um trio por orquestrar um golpe interestadual milionário que falsificou documentos de servidores públicos, gerando um prejuízo superior a R$ 1 milhão. A medida, que visa responsabilizar os envolvidos e proteger a integridade de dados e finanças públicas, ocorre após a prisão em flagrante dos acusados em Fortaleza, no último dia 27 de abril de 2026, e expõe a vulnerabilidade de sistemas e a ousadia de criminosos que exploram a confiança e os recursos de trabalhadores essenciais à sociedade.

Os denunciados Lucas Vitor Costa Fontenele, Amanda Rafaela Santos Coutinho e Rodrigo Matheus Muniz da Silva são acusados pelo MPCE de estelionato, por usar identidades e dados de terceiros para obter vantagens financeiras ilícitas. Além disso, enfrentam acusações de associação criminosa e falsidade ideológica, conforme o processo.

A defesa de Rodrigo Matheus argumentou que ele agiu apenas como motorista para os outros presos e não tinha ciência dos crimes. As defesas dos demais acusados ainda não se manifestaram no processo ou não foram localizadas pela reportagem.

Fraude de Milhões e Alcance Interestadual

O grupo é suspeito de fazer vítimas em pelo menos quatro estados — Piauí, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Sul — e no Distrito Federal. A Polícia Civil estima que os três acusados já subtraíram mais de R$ 1 milhão das vítimas. Eles foram capturados em flagrante enquanto operavam em uma agência bancária na Avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Gerardo, em Fortaleza.

A investigação policial revelou que o grupo utilizava fraudes no sistema E-GOV para acessar documentos virtuais de terceiros, como identidade, CNH, contracheque e comprovante de endereço. Com esses dados, abriam contas bancárias, realizavam empréstimos consignados e solicitavam cartões de crédito em nome das vítimas, concentrando seus ataques contra servidores públicos.

Prisões Preventivas e Apreensões

Rodrigo Matheus já responde por estelionato em Goiás e no Distrito Federal. Após a prisão em flagrante, em 27 de abril de 2026, o trio foi conduzido à Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), onde foram autuados por furto, associação criminosa e falsidade ideológica. Posteriormente, suas prisões foram convertidas em preventivas, e eles permanecem à disposição da Justiça.

Durante a operação, as autoridades apreenderam cartões de crédito, documentos relacionados à abertura de contas e diversos aparelhos celulares que eram usados nas atividades criminosas.

Ligação com Outro Condenado

A Polícia Civil informou ainda que as investigações coordenadas pela DRF apontaram que um homem de 43 anos, preso e condenado em janeiro de 2026 pelo crime de invasão de dispositivo informático, também integrava esse grupo criminoso interestadual. Sua condenação reforça a complexidade e a abrangência da quadrilha desarticulada.

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