ABUSO NA UFMT
MP cobra UFMT sobre 'lista de estupráveis' em Cuiabá
Ministério Público dá cinco dias para esclarecimentos; calouro é afastado preventivamente.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apresente esclarecimentos sobre uma suposta "lista de mulheres mais estupráveis". A decisão, tomada nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, marca o início de um procedimento administrativo para investigar possíveis crimes, após o vazamento de mensagens entre alunos do curso de Direito, no campus de Cuiabá, que explicitavam a intenção de abusar sexualmente de colegas. A ação do MP sublinha a gravidade das acusações e a urgência em garantir um ambiente acadêmico seguro e respeitoso para todas as estudantes.
A medida do MPMT visa apurar a extensão dos fatos e as providências internas que a UFMT está adotando em resposta à denúncia. Para isso, a Reitoria da UFMT recebeu um ofício solicitando informações detalhadas. Adicionalmente, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) também deverão encaminhar ao Ministério Público, dentro do mesmo prazo, todas as provas e documentos relacionados ao caso que possuam.
Ainda nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, a universidade informou o afastamento preventivo de um dos estudantes supostamente envolvidos. Ele é calouro do primeiro semestre do curso de Direito e sua identidade não foi divulgada. A UFMT, por sua vez, instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para uma investigação interna aprofundada. Essas são as primeiras ações concretas da instituição diante da repercussão do incidente.
O caso ganhou forte repercussão nesta semana, desencadeando revolta e protestos por parte dos próprios estudantes do curso na última segunda-feira, 04 de maio de 2026. Segundo informações do Centro Acadêmico da UFMT, as mensagens, inicialmente compartilhadas em um aplicativo de troca de mensagens, viralizaram rapidamente. Em resposta, estudantes espalharam cartazes pelo campus, exigindo medidas efetivas da Universidade para coibir tais condutas e proteger a comunidade acadêmica.
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