LIBERDADE DE IMPRENSA

STF debate limites entre investigação judicial e liberdade de imprensa

Fachada e interior do STF em Brasília.
Plenário do Supremo Tribunal Federal durante sessão deliberativa.

O Supremo Tribunal Federal discute a validade de operações contra fontes jornalísticas e a necessidade de proteção à atividade profissional em meio ao Inquérito das Fake News.

O STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou a importância de proteger a atividade jornalística legítima, mesmo diante de investigações conduzidas pela Corte. A manifestação ocorreu no plenário do Tribunal, na quinta-feira (13), por meio do presidente Edson Fachin, que buscou equilibrar a segurança institucional com o respeito ao sigilo das fontes e ao trabalho da imprensa.

O pronunciamento de Edson Fachin surgiu após uma operação de busca e apreensão, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que mirou pessoas apontadas como fontes do jornalista Luís Pablo, no Maranhão. O profissional havia publicado denúncias sobre o uso de veículos oficiais atribuído a Flávio Dino.

Enquanto a defesa da liberdade de imprensa ganha destaque, Alexandre de Moraes sustenta que a operação visa apurar a obtenção ilícita de informações, com indícios de transações financeiras irregulares. O ministro destacou que o mérito da questão será avaliado pela Primeira Turma da Corte, onde cabem recursos por parte dos investigados.

O caso coloca em xeque a abrangência do Inquérito das Fake News, em curso há sete anos, utilizado como fundamento para atrair investigações envolvendo cidadãos sem foro privilegiado. A divergência interna no Tribunal é clara: de um lado, ministros que reforçam a continuidade de decisões monocráticas e o referido inquérito, e de outro, integrantes que defendem a criação de um Código de Ética para balizar a atuação da Corte.

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