MUDANÇA NA CÚPULA

Luis Felipe Salomão assume presidência do STJ com foco em sanear condutas internas

O ministro Luis Felipe Salomão em cerimônia oficial.
O ministro Luis Felipe Salomão assume a presidência do Superior Tribunal de Justiça para o biênio 2026-2028.

O ministro Luis Felipe Salomão assume o comando do tribunal para o biênio 2026-2028, tendo como prioridade a integridade ética da magistratura.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) renova sua cúpula administrativa para os próximos dois anos, consolidando uma gestão marcada pela necessidade de reafirmar a ética na magistratura. A posse do ministro Luis Felipe Salomão como presidente da Corte, que ocorre nesta quarta-feira (19) às 18h, sucede a administração de Herman Benjamin, enquanto o ministro Mauro Campbell Marques assume a vice-presidência e a gestão do CJF (Conselho da Justiça Federal).

A escolha dos novos dirigentes foi definida em 14 de abril por aclamação do Pleno do tribunal. A transição de poder acontece em um momento sensível para a instituição, logo após uma decisão histórica e sem precedentes que impacta diretamente a dignidade do Judiciário. Em 6 de agosto, o Plenário do STJ votou pela punição inédita do ministro Marco Buzzi, afastando-o do cargo após o reconhecimento unânime de denúncias de assédio e importunação sexual.

A condução do caso contra Marco Buzzi foi um movimento estratégico liderado pelo próprio Luis Felipe Salomão, que atuou como relator do processo administrativo disciplinar ao lado de Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. A aplicação da sanção de disponibilidade, com proposta de perda de cargo, buscou responder à sociedade com rigor, utilizando resoluções do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para sustentar a gravidade da medida.

Com 17 anos de atuação no STJ e vasta experiência na magistratura, Luis Felipe Salomão traz para a presidência um histórico de fiscalização, incluindo sua passagem pela corregedoria nacional de Justiça. O novo presidente, que é formado em Direito pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e ex-integrante do TSE e do TJ-RJ, pretende centralizar sua gestão na transparência e no cumprimento das normas éticas que regem o comportamento dos magistrados brasileiros.

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