INTELIGÊNCIA ESTRATÉGICA

Mossad planejou a ascensão de Mahmoud Ahmadinejad em operação secreta

Fachada do complexo Kirya em Tel Aviv, sede das Forças Armadas de Israel.
Instalações de inteligência em Tel Aviv, onde foram discutidas as operações de mudança de regime.

Documentos revelam detalhes da tentativa de Israel em promover mudança de regime no Irã através do plano Puss in Boots.

O Mossad elaborou uma operação sigilosa para desestabilizar o regime dos aiatolás no Irã e conduzir Mahmoud Ahmadinejad de volta à presidência, visando uma guinada estratégica no Oriente Médio. A decisão de avançar com o plano, revelada em 14/07/2026 pelo jornal Haaretz, foi articulada pelo diretor David Barnea sob comando direto de Binyamin Netanyahu, fundamentando-se na percepção de vulnerabilidade iraniana após a morte de Ebrahim Raisi e a queda de Bashar al-Assad na Síria.

O projeto, batizado de Puss in Boots, propunha o treinamento de milícias curdas no Iraque para uma incursão terrestre sob cobertura aérea de Israel. A iniciativa visava não apenas a mudança no comando do Estado iraniano, mas também a neutralização do programa nuclear sob uma nova gestão de Mahmoud Ahmadinejad. A complexidade da operação gerou profundas divisões na cúpula de segurança, com especialistas da Inteligência Militar alertando para riscos existenciais e baixa viabilidade técnica.

A tensão diplomática atingiu seu ápice em 11 de fevereiro de 2026, durante reunião na Casa Branca, onde Donald Trump foi instado a apoiar a ofensiva. Apesar de uma recepção inicial, a equipe de segurança dos EUA, incluindo o secretário Marco Rubio e o diretor da CIA John Ratcliffe, manifestou ceticismo. O fracasso definitivo da articulação ocorreu após pressões geopolíticas, culminando em 07 de março de 2026, quando Donald Trump descartou formalmente a cooperação com as milícias curdas.

Especialistas em segurança, incluindo o ex-diretor do Mossad Tamir Pardo, criticaram a celeridade do planejamento, classificando-o como uma iniciativa desprovida de maturidade operacional. Enquanto David Barnea sustenta que a queda do regime em Teerã permanece uma possibilidade a médio prazo, o episódio é visto como um dos capítulos mais controversos da história recente do Mossad, destacando o limite entre a audácia estratégica e a instabilidade política.

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