SONHO ADIADO
Moradias para vítimas das chuvas de 2011 em Teresópolis sofrem novo adiamento e entrega é prevista para julho de 2027
Entregas do Conjunto Habitacional Parque Ermitage, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, sofrem novo atraso. Famílias afetadas pelas chuvas de 2011 agora aguardam até julho de 2027, após mais de 15 anos de espera. Relatório aponta aumento de custos e possíveis irregularidades.
A entrega dos apartamentos destinados a 500 famílias atingidas pela tragédia das chuvas de 2011 em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, foi adiada mais uma vez. As moradias do Conjunto Habitacional Parque Ermitage, no bairro Fazenda Ermitage, que tinham previsão de entrega para janeiro deste ano, agora só devem ser concluídas em julho de 2027. A decisão, baseada em circunstâncias técnicas e operacionais, prolonga a angústia de quem aguarda há mais de 15 anos por um lar seguro, afetando a dignidade e a estabilidade de centenas de famílias. Parte dos beneficiários também perdeu o direito ao aluguel social durante esse período, agravando a situação de vulnerabilidade.
Um relatório elaborado pela equipe do vereador carioca Pedro Duarte aponta que o custo da obra aumentou mais de 40% desde o início do projeto, com pelo menos seis indícios de possíveis irregularidades. Entre as falhas apontadas estão reajustes considerados elevados, atrasos sucessivos e falhas na fiscalização. O documento foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que apuram a execução do empreendimento. A obra está com cerca de 85% das obras concluídas, segundo a Secretaria de Estado de Habitação, que atribui a revisão do cronograma a "circunstâncias técnicas e operacionais" e defende que os acréscimos contratuais foram feitos dentro da legislação. A pasta afirma colaborar com os órgãos de controle.
Em relação à perda do aluguel social, a Secretaria Municipal de Assistência Social de Teresópolis informou que a concessão do benefício depende do cumprimento de critérios legais e judiciais, com análises individuais de cada caso. A orientação para os beneficiários é buscar atendimento presencial. Enquanto aguardam a conclusão das obras, as famílias seguem à espera de um desfecho para suas moradias e para as apurações sobre a execução do empreendimento.
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