INVESTIGAÇÃO POR HOMICÍDIO

Polícia Civil de Goiás investiga pai suspeito de matar filho e ex-esposa

Montagem fotográfica de Ozanan Ricardo Machado e Aparecida Almeida Dias
Ozanan Ricardo Machado (esq.) e a vítima Aparecida Almeida Dias (dir.)

Homem teria planejado a morte de Thaliton Henrique Dias Machado por uma dívida de R$ 50 mil. Caso pode revelar outros crimes do passado.

A Polícia Civil de Goiás investiga a possível ligação de Ozanan Ricardo Machado com a morte de sua ex-esposa, Aparecida Almeida Dias, ocorrida há cerca de 20 anos em Pires do Rio (GO), e apura o desaparecimento de outro filho do investigado. O homem, de 59 anos, foi preso na terça-feira (4/8) suspeito de planejar o assassinato do próprio filho, Thaliton Henrique Dias Machado.

A detenção ocorreu em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, e também envolveu a atual companheira do investigado, Simone Viana Silva, e o irmão dela, Wanderson da Silva. As autoridades buscam agora esclarecer a extensão da rede de violência mantida pelo suspeito.

O crime contra Thaliton Henrique aconteceu no dia 23 de dezembro, em uma propriedade rural em Trindade (GO). O jovem, que atuava como chacareiro, foi surpreendido por disparos enquanto trabalhava. Na época, o pai chegou a sugerir que o filho possuía desavenças com terceiros, tese rapidamente descartada pelos investigadores.

A reviravolta no caso ocorreu após um terceiro filho de Ozanan procurar a polícia com evidências cruciais: mensagens de áudio onde o pai confessaria o crime. Segundo o depoimento, o homem teria assassinado Thaliton devido a uma dívida de R$ 50 mil que o jovem cobrava do genitor. Além disso, a vítima ameaçava denunciar o suposto envolvimento do pai no desaparecimento de sua mãe, Aparecida.

A Polícia Civil aponta que a motivação seria financeira e de encobrimento. Após o homicídio, Ozanan teria tentado eliminar outras testemunhas, incluindo Simone e Wanderson, que agora são apontados como coautores no assassinato de Thaliton. Wanderson teria confessado o recebimento de R$ 15 mil para executar o crime.

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