CONTROLE FISCAL AMPLIADO

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, amplia bloqueio de despesas para controle fiscal

Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A medida, anunciada nesta sexta-feira (22.05.2026), visa garantir o cumprimento das metas fiscais de 2026 em um cenário de alta nos gastos obrigatórios. Ministro Dario Durigan afirma que juros do país "não são civilizados".

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, a ampliação do bloqueio de despesas do governo federal. A decisão, que integra um pacote de ações para o controle fiscal em um período de desafios econômicos, será formalizada no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, a ser divulgado no mesmo dia. A medida busca assegurar o cumprimento das metas fiscais para 2026, diante do expressivo crescimento dos gastos obrigatórios, enquanto as receitas federais se mantêm dentro do previsto na Lei Orçamentária.

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro Dario Durigan evitou detalhar o valor exato do novo bloqueio orçamentário, que atualmente soma R$ 1,6 bilhão. Ele reiterou que o objetivo é garantir a estabilidade das contas públicas. Em relação à taxa de juros, o ministro concordou que os juros brasileiros "não são civilizados" e reconheceu que a taxa básica de 14,5% representa um entrave significativo para a gestão da dívida pública. Durigan salientou que o governo está focado em medidas de ajuste fiscal gradual, enfatizando que não existe uma "bala de prata" para solucionar o problema dos juros de forma imediata.

O governo também implementou um corte de 10% em benefícios fiscais em 2026, uma ação que o ministro destacou como uma mudança em relação a administrações anteriores. Segundo Durigan, enquanto governos passados diagnosticavam a necessidade de revisão desses benefícios, ações concretas não eram implementadas. A estratégia fiscal em curso visa a recuperação do grau de investimento do país e a consolidação de uma regra fiscal sustentável, que harmonize o aumento de receitas com o controle rigoroso de despesas.

Durigan avalia que a redução dos benefícios fiscais precisa ser intensificada nos próximos anos. "Eu acho que precisa aumentar esse corte para os próximos anos. A gente precisa seguir revendo isso de modo que a gente tenha, voltar a ter grau de investimento no país, melhorar a nossa capacidade de adequar o orçamento", afirmou o ministro. A manutenção do controle da despesa pública é fundamental para o cumprimento do arcabouço fiscal e a melhoria geral das contas públicas.

A previsão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um superávit primário em 2026 era de R$ 3,5 bilhões em março. Este valor é R$ 30,8 bilhões inferior à meta central estipulada no Orçamento deste ano, que projetava um saldo de R$ 34,3 bilhões. A ampliação do bloqueio de despesas reflete a busca por maior rigor na gestão fiscal diante das projeções.

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