PIX EM JOGO

Ministro da Fazenda afirma que Pix não será negociado com os EUA

Dario Durigan, ministro da Fazenda, em entrevista.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista ao Acorda, Metrópoles, em 18 de junho de 2026.

Dario Durigan garante que o sistema de pagamento instantâneo brasileiro não será discutido em negociações com os Estados Unidos, que criticam a modalidade por suposta concorrência desleal.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assegurou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, que o sistema Pix no Brasil não está em negociação. A declaração enfática foi feita durante entrevista ao programa Acorda, Metrópoles.

A fala do ministro surge em resposta a um relatório divulgado pelos Estados Unidos, que critica a modalidade de pagamento instantâneo. Segundo os norte-americanos, o Pix promove concorrência desleal e discrimina empresas americanas.

"A gente tem que saber quais são os nossos limites. O Pix, por exemplo, não pode estar em discussão na mesa de negociação. Nós não vamos abrir mão do Pix para adotar uma ferramenta nem dada pelo governo nem pelas empresas americanas. Isso está fora de questão", declarou Durigan, rechaçando qualquer possibilidade de alteração no sistema.

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Natália André, Milena Teixeira, Camila Xavier e Deivid Souza.

As críticas dos Estados Unidos ao Pix e ao Banco Central do Brasil foram detalhadas no relatório final do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), divulgado em 1º de junho. O órgão responsável pela política comercial do país propõe a aplicação de uma tarifa de 25% para corrigir as práticas consideradas desleais pela gestão do presidente Donald Trump.

De acordo com o documento americano, o Banco Central atua de forma desleal e discriminatória contra empresas norte-americanas, operando simultaneamente como regulador e operador do Pix, o que configuraria um "conflito de interesses". O USTR alega que o sistema brasileiro confere vantagens competitivas a empresas nacionais em detrimento de provedores de serviços de pagamento estrangeiros e classifica as políticas brasileiras como "irracionais" ou restritivas ao comércio dos Estados Unidos.

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