CRISE NO PODER

Masoud Pezeshkian relata dificuldade de contato com Mojtaba Khamenei

Foto do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.

Presidente do Irã aponta obstáculos na comunicação com o líder supremo. O sucessor de Ali Khamenei permanece fora da vista do público desde o início do conflito.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, descreveu como "muito difícil" a interação com o atual líder supremo do país, Mojtaba Khamenei. A manifestação ocorreu em entrevista à TV estatal nesta 4ª feira (5.ago.2026), conforme reportado pelo The Jerusalem Post.

A reclusão de Mojtaba Khamenei levanta preocupações sobre a transparência do regime e a estabilidade da liderança nacional. Desde que assumiu o posto de líder supremo após o falecimento de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em meio aos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos, o sucessor não realiza aparições públicas. Essa ausência prolongada impacta diretamente a percepção da população sobre o comando do Estado em um momento de crise.

Embora o Ministério da Saúde do Irã tenha informado, na época, que o líder supremo sofreu ferimentos superficiais na cabeça, rosto e pernas, a falta de contato direto com o gabinete presidencial, conforme pontuado por Masoud Pezeshkian, alimenta incertezas. O governo iraniano mantém a versão de que o líder está apto a conduzir as negociações de paz com os Estados Unidos, rebatendo rumores sobre sua saúde como ações de potências adversárias.

Mojtaba, que possui laços históricos com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a milícia Basij, foi designado para a função pela Assembleia de Peritos. Sua figura, anteriormente central nos bastidores da República Islâmica, encontra-se agora em uma posição de isolamento estratégico que coincide com as tratativas para encerrar o conflito iniciado em fevereiro de 2026, sob a gestão de Donald Trump no Partido Republicano.

O cenário de incertezas internas ocorre enquanto dados da Reuters apontam o esgotamento severo do arsenal de mísseis norte-americanos, incluindo o uso massivo de ATACMS, PrSM, Tomahawk e interceptores Patriot, refletindo a intensidade da ofensiva militar em curso.

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