JUSTIÇA EM FOCO
Ministro Buzzi presta depoimento ao STJ sobre denúncias de importunação sexual
Oitiva ocorre nesta segunda-feira, 15/06/2026, em investigação que apura duas denúncias de importunação sexual contra o magistrado, que está afastado do cargo.
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), presta depoimento nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, ao Conselho do órgão, em um processo que apura denúncias de importunação sexual. A oitiva é um passo crucial na investigação, que já ouviu testemunhas e visa esclarecer os fatos.
Marco Buzzi, que está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro de 2026, nega veementemente as acusações. O magistrado também está impedido de acessar as dependências do STJ durante o curso da apuração. As denúncias envolvem uma jovem e uma servidora que atuava em seu gabinete.

A primeira denúncia parte de uma jovem de 18 anos, que teria convivido com o ministro durante férias familiares em Santa Catarina. A segunda alegação é de uma servidora que trabalhou em seu gabinete, com o suposto incidente ocorrendo em 2023.
Paralelamente à investigação no STJ, o ministro Marco Buzzi enfrenta um procedimento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Este último está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
A defesa do magistrado tem sustentado, em manifestações públicas, que Marco Buzzi jamais cometeu qualquer ato impróprio e que as alegações apresentadas carecem de provas concretas. Segundo a defesa, os depoimentos coletados até o momento fragilizam as acusações.
A defesa aponta inconsistências nos relatos, como o afastamento da segunda denunciante por longos períodos em 2023 e 2024, o que limitaria o contato com o ministro nas datas alegadas. Registros oficiais de acesso ao tribunal e perícia médica também foram citados como elementos que questionam as alegações de saúde atribuídas ao caso.
Adicionalmente, a defesa ressalta que a maioria das testemunhas não presenciou diretamente os fatos, mas soube deles por terceiros. Versões sobre a entrega do celular do ministro à servidora e a disposição física do gabinete também foram contestadas, segundo a nota da defesa.
Com base nesses elementos, a defesa alega que a instrução do caso acumula contradições e ausência de provas diretas, reforçando a tese de que as acusações contra Marco Buzzi não se sustentam nas evidências produzidas até o momento. A decisão final sobre o caso dependerá do desenrolar das investigações e do julgamento das provas apresentadas.
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