DISPUTA ARQUITETÔNICA FEDERAL

Donald Trump classifica interrupção de obras na Casa Branca como desgraça nacional

Fachada da Casa Branca em Washington.
Fachada da Casa Branca, foco de disputa judicial sobre expansão estrutural.

O presidente dos Estados Unidos contesta decisão judicial que barrou a construção de um salão de baile de US$ 400 milhões sem aval do Congresso.

O Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Colúmbia determinou a suspensão imediata da construção de um salão de baile no complexo da Casa Branca, em uma decisão que reforça os limites da autoridade presidencial sobre o patrimônio público. A medida foi decidida na última sexta-feira (7), quando o tribunal, em votação de dois a um, acolheu os argumentos do Fundo Nacional para a Preservação Histórica contra a obra avaliada em US$ 400 milhões.

A controvérsia jurídica gira em torno da autonomia de Donald Trump para realizar reformas estruturais profundas no edifício, como a demolição da Ala Leste, sem a devida autorização do Congresso. Para o tribunal, os chefes do Executivo atuam como ocupantes temporários e não como proprietários do imóvel, sendo vedada qualquer alteração fundamental sem o aval dos legisladores.

Em reação, Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para classificar o impedimento como uma “Ameaça à Segurança Nacional no mais alto nível” e uma “Desgraça Nacional”. O presidente dos Estados Unidos defende que o investimento, que já teve parte significativa das obras executadas e pagas, deveria prosseguir conforme o cronograma original.

A decisão judicial não é definitiva, uma vez que o tribunal concedeu um prazo de 14 dias para que o governo possa interpor recurso. Donald Trump já confirmou que levará o caso à Suprema Corte dos Estados Unidos, buscando reverter a liminar que paralisou a edificação de 8.360 metros quadrados.

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