FRAUDE CONTRA CLIENTES

Ministério Público denuncia Gessyka Dominique Messias Araújo de Pietro por estelionato

Foto de Gessyka Dominique Messias Araújo de Pietro
Advogada Gessyka Dominique Messias Araújo de Pietro é alvo de denúncia do MPDFT por estelionato.

Advogada é acusada de criar processos inexistentes e ameaçar vítimas para encobrir apropriação indevida de valores.

O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) denunciou a advogada Gessyka Dominique Messias Araújo de Pietro por uma série de golpes que lesaram diversos clientes. A acusação, formalizada recentemente, aponta que a profissional teria criado uma “Justiça fantasma” para simular o andamento de processos que, na verdade, nunca foram judicializados.

Os fatos investigados, que teriam ocorrido entre 2021 e 2025, expõem o drama de pessoas que buscavam amparo jurídico e acabaram enfrentando prejuízos financeiros e abalos emocionais. Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a advogada teria se apropriado de honorários, desaparecido após o recebimento dos valores e forjado documentos para sustentar a farsa.

Um dos casos envolve uma cliente que buscava a transferência de veículos de seu falecido pai. Após pagar honorários, a vítima recebeu números de processos falsos e até mesmo vídeos simulando reuniões com magistrados. Quando a fraude foi confrontada, a cliente passou a receber ameaças de danos físicos e materiais, o que levou à inclusão de crimes de ameaça na denúncia do MPDFT.

A advogada da vítima lesada, Emanuela de Araújo Pereira, destacou que o comportamento da denunciada atingia, sobretudo, pessoas com maior vulnerabilidade. “Ela possui um modus operandi semelhante em diversos casos. Futuramente, nos desdobramentos dessa ação, ela pode vir a ser condenada por estelionato e também pode sofrer sanções perante a OAB”, afirmou.

Além da esfera criminal, Gessyka Dominique Messias Araújo de Pietro responde a ao menos 12 ações judiciais cíveis. Em um dos episódios, uma moradora de Samambaia relatou a perda de mais de R$ 20 mil referente a uma indenização trabalhista. Outra vítima, que buscava auxílio para um concurso da Secretaria de Educação do DF, também teve documentos adulterados pela profissional.

Em nota, a Gessyka Dominique Messias Araújo de Pietro negou as acusações, alegando que seus documentos possuem QR code e que os valores recebidos via Pix referem-se a taxas de manutenção. Já a OAB-DF informou, por meio de sua assessoria, que mantém sigilo sobre eventuais procedimentos disciplinares junto ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), conforme determina o Estatuto da Advocacia.

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