RECUPERAÇÃO POTIGUAR

Ministério do Trabalho revela avanço no emprego formal do RN

Canteiro de obras da construção civil no Rio Grande do Norte, exemplificando o setor que mais gerou empregos formais em março de 2026.
Canteiro de obras no Rio Grande do Norte, setor que impulsionou a geração de empregos. Foto: José Aldenir/Agora RN.

Estado cria 1.127 vagas em março, impulsionado por Serviços e Construção, após mês de perdas. Natal concentra 65% das novas oportunidades.

O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, que o Rio Grande do Norte reverteu o cenário de perdas e gerou 1.127 novas vagas de emprego formal em março de 2026. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que este saldo positivo, impulsionado por 22.118 admissões e 21.001 desligamentos, representa um alento significativo para milhares de famílias potiguares que buscam estabilidade e dignidade no mercado de trabalho, interrompendo a retração do mês anterior.

Esse resultado de março de 2026 quebra a sequência de perdas observada em fevereiro de 2026, quando o estado havia fechado 2.097 vagas, registrando um dos piores desempenhos do país naquele período. Em janeiro de 2026, o saldo havia sido positivo em 1.164 postos. Apesar da recuperação, o desempenho de março não compensou integralmente as perdas recentes e evidencia a oscilação do mercado de trabalho potiguar ao longo do primeiro trimestre do ano.

Na comparação com o ano anterior, o avanço é mais expressivo. Em março de 2025, o estado havia registrado o fechamento de 1.890 vagas formais, um cenário que o Rio Grande do Norte conseguiu reverter neste ano com a geração líquida de empregos. O movimento positivo foi sustentado principalmente pelos setores de serviços, construção civil e comércio, que ampliaram seus saldos. Serviços lideraram a criação de vagas, com 1.429 postos, seguidos pela construção civil, com 861, e pelo comércio, com 584 novas contratações.

Em contraste, a indústria e a agropecuária continuam a registrar perdas, atuando como um freio no crescimento geral. O setor industrial encerrou março de 2026 com um saldo negativo de 242 vagas, um resultado ainda assim melhor que o de março de 2025, que registrou -607. Já a agropecuária apresentou uma retração de 1.504 postos, seguindo o padrão sazonal de desligamentos do período, influenciado pelo término de ciclos produtivos. No acumulado do trimestre de 2026, o estado soma um saldo positivo de apenas 194 vagas, abaixo do resultado de 414 registrado no mesmo intervalo de 2025, o que aponta para um ritmo de recuperação mais irregular neste ano.

Analisando o recorte regional, o desempenho do Rio Grande do Norte posicionou-se de forma intermediária no Nordeste. O estado ficou atrás de economias robustas como Bahia, que gerou 14.008 vagas, Ceará (6.629), Piauí (3.308) e Pernambuco (3.287). No entanto, superou a Paraíba (930) e estados que enfrentaram saldos negativos, como Alagoas (-5.243) e Sergipe (-338).

Em âmbito nacional, o Brasil também celebrou a expansão do mercado de trabalho. O saldo de março de 2026 foi de 228.208 empregos formais, com 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, resultando em crescimento em 24 unidades da federação. O setor de serviços liderou a geração de vagas em todo o país, com 152.391 postos, seguido pela construção (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267). A agropecuária foi o único segmento com retração, impactado pela finalização das safras agrícolas.

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