COMBATE AO TRABALHO INFANTIL
Ministério do Trabalho e Emprego retira mais de 1,5 mil crianças do trabalho infantil em 2026
Ações de fiscalização do MTE já identificaram 1.545 menores em situações de exploração em todo o país até junho deste ano. A maioria dos casos envolve atividades de alto risco.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, decidiu intensificar as ações de combate ao trabalho infantil. Até junho de 2026, 1.545 crianças e adolescentes foram afastados de situações de exploração em todo o país. Essa decisão importa para a proteção da infância e adolescência, garantindo o direito à educação, ao lazer e ao desenvolvimento digno, em consonância com a legislação brasileira e convenções internacionais.
O balanço abrange fiscalizações realizadas entre janeiro e abril, além de operações especiais executadas em maio e junho em diferentes estados, reforçando a atuação nacional no enfrentamento ao trabalho infantil. O MTE atua continuamente para identificar e erradicar a exploração, com foco na prevenção e na responsabilização dos empregadores.
Maioria das ocorrências envolve situações graves
Entre janeiro e abril de 2026, 2.901 ações fiscais resultaram no afastamento de 1.108 menores. De acordo com o MTE, quase 77% desses casos estavam relacionados às piores formas de trabalho infantil, consideradas atividades de alto risco à saúde, segurança e ao desenvolvimento físico e psicológico. Essas situações expõem os jovens a perigos reais, comprometendo seu futuro e bem-estar.
Operações especiais em diversos estados
Em junho, em alusão ao Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, o MTE intensificou as fiscalizações em várias regiões do país. As operações ocorreram em estados como Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. A identificação de crianças e adolescentes em atividades proibidas, como feiras livres, oficinas mecânicas, indústria calçadista, atividades rurais e cozinhas industriais, reforça a necessidade de vigilância constante.
Ao todo, 437 menores foram afastados nessas operações específicas. O Rio Grande do Sul registrou 142 afastamentos, enquanto Mato Grosso do Sul teve 107 casos em dez municípios. Sergipe contabilizou 62 casos, a Bahia aproximadamente 70, o Paraná 35, o Ceará 13 e o Espírito Santo 8. Esses números evidenciam a abrangência do problema e a importância das ações governamentais.
Atuação contínua da fiscalização
Segundo o MTE, os resultados refletem uma atuação permanente da Auditoria Fiscal do Trabalho, que combina fiscalização, responsabilização de empregadores e articulação com a rede de proteção social. O objetivo é garantir que crianças e adolescentes tenham acesso à educação, ao lazer e ao desenvolvimento adequado, resguardando sua dignidade.
Resultados de 2025 também foram expressivos
O ministério destaca ainda que 2026 dá continuidade aos avanços registrados em 2025, quando foi alcançado o melhor resultado da última década no combate ao trabalho infantil. Naquele ano, foram realizadas 10.234 ações fiscais, com o afastamento de 4.318 crianças e adolescentes, sendo mais de 73% dos casos classificados como piores formas de trabalho infantil. Essa consistência demonstra o compromisso em erradicar a exploração.
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