SAÚDE AVANÇA
Ministério da Saúde investe R$ 2,2 bilhões em novos tratamentos para câncer
O Ministério da Saúde injeta R$ 2,2 bilhões para modernizar o combate ao câncer no SUS, expandindo o acesso a 23 medicamentos de alto custo para 18 tipos da doença. A medida, que inclui cirurgias robóticas e reconstrução mamária, promete beneficiar cerca de 112 mil pacientes, transformando a realidade do tratamento oncológico no País e oferecendo novas perspectivas de vida.
O Ministério da Saúde anunciou, em 15 de maio de 2026, um robusto investimento de R$ 2,2 bilhões para expandir o acesso a 23 medicamentos de alto custo no Sistema Único de Saúde (SUS), visando tratar 18 tipos de câncer com terapias mais modernas e eficazes. A medida representa um avanço significativo na dignidade e na qualidade de vida de cerca de 112 mil pacientes em todo o País, que agora terão acesso a tratamentos antes defasados, oferecendo nova esperança e combatendo a doença com mais ferramentas.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esta modernização abrange tratamentos essenciais para câncer de pulmão, câncer colorretal, câncer renal e melanoma metastático, cujas terapias existentes na rede pública estavam aquém das necessidades. "É uma modernização do acesso", reiterou o ministro durante o evento de divulgação da expansão, ressaltando o compromisso com a saúde oncológica.
A implementação da nova política, que aumentará em 35% a oferta de medicamentos especializados, dependerá da adesão de Estados e municípios. O Ministério da Saúde estima que esta ampliação beneficiará um contingente de aproximadamente 112 mil pacientes em todo o território nacional.
A pasta detalhou que dez dos fármacos serão adquiridos diretamente pelo ministério. Os demais serão disponibilizados por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), um modelo em que centros de tratamento habilitados realizam a compra com financiamento federal, e por Ata de Negociação Nacional, otimizando a distribuição e o acesso.
O anúncio ocorreu em um cenário emblemático: o Hospital de Amor, em Barretos, no interior de São Paulo, uma instituição referência no tratamento oncológico. O hospital também receberá um aporte adicional de R$ 129 milhões, conforme informou Padilha, fortalecendo ainda mais sua capacidade de atendimento.
Além da expansão dos medicamentos, o ministério revelou outras iniciativas transformadoras. Pela primeira vez, será estabelecida uma tabela específica para o financiamento de cirurgias robóticas oncológicas na rede pública, com um investimento inicial de R$ 50 milhões. A previsão é que nove robôs cirúrgicos entrem em operação em hospitais do SUS ainda este ano, marcando um salto tecnológico no tratamento do câncer.
Outra melhoria significativa inclui a nova tabela para procedimentos de reconstrução mamária. Esta passará a cobrir todos os casos de mutilação parcial ou total das mamas, com um investimento anual projetado de R$ 27,4 milhões, restaurando a autoestima e a qualidade de vida de muitas mulheres.
O governo também lançou um novo edital para a aquisição de 80 aceleradores lineares, equipamentos cruciais para serviços de radioterapia, ampliando a capacidade de tratamento em diversas regiões. Adicionalmente, foi apresentada a criação da Rede Saúde Brasil, uma iniciativa estratégica para implantar uma estrutura de banda larga sustentável, viabilizando telecirurgias no SUS e promovendo a inovação na saúde pública.
Confira a tabela com os novos medicamentos que integrarão o rol de tratamentos oncológicos do SUS:
- Abemaciclibe - câncer de mama
- Abiraterona - câncer de próstata
- Acetato de lanreotida - tumores neuroendócrinos
- Asciminibe - leucemia mieloide crônica
- Betadinutuximabe - neuroblastoma de alto risco
- Brentuximabe vedotina - linfoma de Hodgkin
- Brigatinibe - câncer de pulmão
- Carfilzomibe - mieloma múltiplo recidivado
- Durvalumabe - câncer de pulmão
- Erlotinibe - câncer de pulmão
- Gefitinibe - câncer de pulmão
- Larotrectinibe - tumores sólidos
- Lenalidomida - linfoma folicular
- Nivolumabe - melanoma avançado
- Olaparibe - câncer de ovário
- Pazopanibe - carcinoma renal
- Pembrolizumabe - melanoma avançado
- Ponatinibe - leucemia mieloide crônica resistente
- Rituximabe - leucemia linfocítica crônica
- Sunitinibe - carcinoma renal e tumor estromal gastrointestinal
- Trastuzumabe - câncer de estômago
- Trióxido de arsênio - leucemia promielocítica aguda
- TSH recombinante - câncer diferenciado de tireoide
(Com Estadão Conteúdo)
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