ALERTA DE SAÚDE

Ministério da Saúde alerta sobre atenção a sinais da dengue após vacinação

Pessoa sendo atendida por profissional de saúde com foco em sintomas.
Atenção aos sinais: Ministério da Saúde recomenda vigilância após vacinação contra dengue.

Decisão preventiva suspende temporariamente aplicação da vacina contra dengue após registro de casos graves e óbitos, enquanto investigação sobre a relação com o imunizante é conduzida.

O Ministério da Saúde decidiu, nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida é preventiva e foi tomada após o registro de 42 casos de sintomas graves em pessoas que receberam o imunizante, com três internações hospitalares e dois óbitos. A pasta busca investigar a possível relação entre esses episódios e a vacina, impactando a tranquilidade e a saúde de quem buscou proteção contra a doença. A decisão ressalta a importância da vigilância contínua sobre a saúde individual e coletiva. Apesar da suspensão, o Ministério da Saúde reforça que não há, até o momento, comprovação de vínculo direto entre os casos graves e a vacina. Pessoas já imunizadas continuam protegidas contra a dengue, conforme estudos anteriores. Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), orienta que indivíduos que receberam a dose há menos de 21 dias devem estar atentos a sintomas como febre, dores pelo corpo, manchas na pele, vômitos e sinais de sangramento. Caso apresentem qualquer alteração, é fundamental procurar assistência médica imediata para avaliação. Este período é considerado crucial, pois a versão enfraquecida do vírus presente na vacina ainda pode ser detectada no organismo, auxiliando na formação da resposta imunológica. Para aqueles que completaram o esquema vacinal há mais de 21 dias e não apresentaram intercorrências, a recomendação é não buscar atendimento médico unicamente devido à suspensão temporária. A vacina contra a dengue, incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro de 2026, demonstra eficácia comprovada, com proteção estimada de 65% contra a doença e superior a 80% contra casos graves e hospitalizações. Até 30 de maio de 2026, mais de 501 mil pessoas foram vacinadas, com foco inicial em municípios-piloto de São Paulo, Ceará e Minas Gerais, para o público de 15 a 59 anos. O imunizante passou por rigorosos estudos clínicos com mais de 11 mil voluntários e obteve autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser disponibilizado. O Ministério da Saúde segue acompanhando a situação para garantir a segurança e a efetividade do programa de vacinação, prezando pela dignidade e bem-estar da população.

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