MOVIMENTAÇÃO NA POLÍTICA
Migração partidária mobiliza mais de 3 mil candidatos entre 2022 e 2026
Dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que 58% dos concorrentes mudaram de legenda em quatro anos. O União Brasil lidera o ranking de desfiliações.
Um levantamento detalhado com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela uma movimentação intensa no cenário político nacional, com 3.681 candidatos que disputaram as eleições de 2022 concorrendo em 2026 por uma sigla diferente. Esse contingente representa cerca de 58% dos políticos que se registraram em ambos os pleitos, evidenciando uma fluidez acentuada na estrutura partidária brasileira.
O processo de registro de candidaturas foi encerrado no sábado (15), e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agora analisa a regularidade de cada pedido. A análise foi realizada por meio do cruzamento de dados do CPF dos postulantes presentes no repositório de Dados Eleitorais.
Do total de migrações, 3.271 candidatos optaram por legendas que já existiam em 2022, enquanto 410 ingressaram em partidos criados no intervalo até 2026. Além disso, 944 concorrentes precisaram mudar de casa devido a fusões, incorporações ou alterações de nomes em seus partidos originais.
No balanço das perdas, o União Brasil foi a sigla que mais viu nomes deixarem seus quadros, com 273 saídas registradas. O PL ocupa a segunda posição, com 216 baixas, seguido por PP (204), Republicanos (194) e PSD (194). Em contraponto, o Novo destacou-se com o maior saldo positivo, atraindo 173 nomes oriundos de 23 partidos diferentes.
A instabilidade das siglas também reflete na trajetória de diversos nomes. Partidos como Patriota, PTB, PSC, PMN, PROS e PMB sofreram alterações estruturais profundas desde 2022, forçando candidatos a redefinirem suas bases partidárias para a atual disputa.
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