TENSÃO GEOPOLÍTICA GLOBAL

Mercados reagem à instabilidade no Oriente Médio e avanço do dólar

Notas de dólar americano sendo contadas em um ambiente de banco.
Funcionário de banco manuseia notas de dólar em operação cambial.

Cotação da moeda americana sobe após Irã bloquear o Estreito de Ormuz; investidores também aguardam definição sobre tarifas dos EUA ao Brasil.

O mercado financeiro reagiu com cautela e alta do dólar nesta segunda-feira, 13/07/2026, impulsionado por um novo agravamento das tensões militares no Oriente Médio. A moeda americana registrou valorização de 0,21% logo na abertura, sendo cotada a R$ 5,1198, refletindo a preocupação global com a interrupção estratégica de rotas de suprimento energético.

A instabilidade foi agravada pela decisão do Irã de fechar o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, após Teerã bombardear bases militares dos Estados Unidos em Bahrei, Kuwait, Omã e na Jordânia. A região, responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial, tornou-se o epicentro de uma retaliação direta a ataques norte-americanos, comprometendo o cessar-fogo firmado anteriormente em 17 de junho.

O impacto nos preços da energia foi imediato: o barril do Brent subiu 3,26%, atingindo US$ 78,49, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou 3,32%, cotado a US$ 73,78 por barril. Em resposta às hostilidades, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, reforçou que o Irã está condicionado ao cumprimento de obrigações por Washington para manter os termos do acordo de paz vigente.

No Brasil, a atenção dos investidores também está voltada para o comércio exterior. O prazo para a Casa Branca definir a aplicação de tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros encerra-se na quarta-feira, 15/07/2026. Segundo Isabella Calzolari, a equipe de Lula mantém expectativas pessimistas quanto a um acordo, após declarações de Jamieson Greer indicarem que as partes permanecem distantes de um consenso.

O cenário de incerteza também afetou o desempenho das bolsas asiáticas, que fecharam majoritariamente em queda, com destaque para o SSEC de Xangai e o Kospi da Coreia do Sul, evidenciando o efeito cascata do conflito nos índices globais.

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