INSTABILIDADE NOS MERCADOS

Mercados na Ásia recuam sob pressão de conflito geopolítico e IA

Gráficos de bolsas asiáticas em tela de monitor financeiro.
Painel eletrônico exibe queda nos índices acionários em Seul após instabilidade global.

Queda acentuada em semicondutores e tensões entre Estados Unidos e Irã ditam ritmo de pregão volátil nos principais índices asiáticos.

Os principais índices das bolsas na Ásia encerraram o pregão de 13 de julho de 2026 com resultados majoritariamente negativos, impulsionados pela aversão ao risco diante da escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã e por um movimento corretivo severo no setor de semicondutores. A volatilidade impactou diretamente o patrimônio de investidores e a confiança do mercado global, refletindo incertezas sobre o custo da energia.

Em Seul, o índice Kospi sofreu uma queda drástica de 8,95%, fechando aos 6.806,93 pontos. O cenário foi agravado pela forte desvalorização das gigantes de chips de memória SK Hynix, que caiu 15,37%, e Samsung Electronics, que recuou 10,70%. A movimentação marca uma redução de posições em empresas que lideraram o ciclo de investimentos em IA, colocando o índice em território de mercado baixista, com perdas superiores a 20% desde a última máxima.

O impacto geopolítico também foi determinante. Com a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo Brent subiu mais de 2%, alcançando quase US$ 78 por barril na madrugada de 13 de julho de 2026. Esse aumento nos custos energéticos gera preocupações imediatas sobre pressões inflacionárias e a estabilidade da cadeia de suprimentos global.

Em outras praças, o Nikkei perdeu 1,92% em Tóquio, fechando aos 67.242,73 pontos. Na China continental, o Xangai Composto tombou 2,06% e o Shenzhen Composto recuou 4,01%. Em contraste, o Hang Seng subiu 0,16% em Hong Kong, enquanto o Taiex avançou 0,06% em Taiwan após a interrupção causada pelo tufão Bavi em 10 de julho de 2026. Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 de Sydney manteve estabilidade, com leve alta de 0,03%.

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