BOLSONARO PIORA

Médicos alertam para piora dos soluços de Bolsonaro e solicitam novos exames

Foto do ex-presidente Jair Bolsonaro em evento público.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com piora em crises de soluço. Reprodução/CNN Brasil

Ex-presidente terá de passar por série de exames para investigar causas das crises de soluço persistentes. Decisão visa elucidação diagnóstica e ajuste de conduta.

A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inspira cuidados e atenção médica. Nos últimos dias, observou-se uma piora nas crises de soluço que o afligem, levando a equipe responsável a solicitar uma série de exames para investigar a origem do problema. A informação consta em um relatório médico divulgado nesta sexta-feira, 12/06/2026.

Embora um relatório inicial ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicasse uma leve melhora após ajustes na medicação, o quadro de soluços retornou com intensidade nos dias 9 e 10 de junho. Essa recorrência tornou necessária a administração de doses adicionais de medicamentos para tentar controlar os desconfortos.

Para buscar um diagnóstico preciso e definir o melhor tratamento, os médicos sugeriram a realização de exames focados no trato digestivo. O objetivo é investigar possíveis alterações no esôfago, uma condição que pode estar diretamente ligada à persistência dos soluços.

Em um trecho do relatório, a equipe médica detalha os procedimentos recomendados: "Em momento oportuno, para elucidação diagnóstica e ajuste de conduta, o paciente deverá ser encaminhado para realização de exames do trato digestivo, endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica; para avaliação do esfíncter esofágico inferior e esofagite crônica".

Bolsonaro cumpre em regime domiciliar, desde 27 de março, uma pena de 27 anos e três meses de prisão, definida pelo STF em um processo relacionado a tentativas de golpe de Estado. Ele havia recebido alta hospitalar na mesma data após tratamento para broncopneumonia. A concessão da prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, foi uma medida humanitária com prazo de 90 dias, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, e estipula que o cumprimento da pena ocorra integralmente em sua residência.

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