PROJETOS PARA BRASÍLIA

Marina Silva descarta voltar ao Ministério do Meio Ambiente e foca no Senado

Marina Silva em entrevista
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, em entrevista ao Metrópoles

Candidata afirma que missão no governo foi cumprida e defende atuação legislativa para enfrentar emergências climáticas e proteger a democracia.

A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) declarou que não pretende retomar o comando do Ministério do Meio Ambiente em um eventual segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão, revelada em entrevista concedida em São Paulo, fundamenta-se na convicção de que sua missão executiva foi concluída, abrindo espaço para uma atuação estratégica no Congresso Nacional em defesa da agenda socioambiental.

Marina enfatizou que o momento atual do país exige um esforço legislativo coordenado. Segundo a candidata, a construção de pontes entre economia, ecologia, direitos humanos e educação é a base para garantir a estabilidade democrática e o desenvolvimento sustentável. "Eu cumpri uma missão e tenho certeza que o presidente Lula vai me pedir para ficar no Senado", afirmou, destacando a importância da colaboração com nomes como Simone Tebet.

Durante sua gestão, a ex-ministra elencou a recomposição de 120% do orçamento da pasta e a redução das taxas de desmatamento na Amazônia como legados centrais. Sobre temas sensíveis, como a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Marina reforçou a autonomia técnica do Ibama, argumentando que o licenciamento segue critérios rigorosos previstos em lei, independentemente de preferências políticas.

Ao projetar sua atuação legislativa, a candidata propôs a criação de um marco regulatório para a emergência climática permanente. O objetivo é proteger os 2.095 municípios brasileiros suscetíveis a eventos extremos, equilibrando a vocação de potência agrícola com a preservação hídrica e florestal.

No cenário político paulista, Marina não poupou críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ela, há um descontentamento crescente entre prefeitos do interior pela falta de diálogo do governo estadual e um retrocesso nas políticas educacionais, temas que devem guiar o debate eleitoral ao lado de Fernando Haddad (PT).

Sobre a tensão entre os poderes e o papel do STF, a candidata defendeu a eleição de parlamentares comprometidos com a Constituição. "Existem aqueles que não respeitam a democracia; que querem instrumentalizar a política para nocautear nossa democracia", advertiu, reforçando a importância do equilíbrio institucional.

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