FENÔMENO EXTREMO
Rajadas de 100 km/h provocam mortes e caos no Sudeste
Frente fria causa destruição, apagões e suspensão de voos. Defesa Civil mantém Gabinete de Crise ativo para socorro às vítimas.
Rajadas de vento superiores a 100 km/h causaram um rastro de destruição, mortes e interrupções em serviços essenciais nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, em desdobramento ocorrido nesta quarta-feira (29/7). A instabilidade, que transformou a rotina de milhares de cidadãos, foi motivada por um intenso contraste térmico provocado pelo avanço de uma frente fria.
O fenômeno impactou diretamente a dignidade das famílias atingidas, resultando em cinco óbitos confirmados — três em São Paulo e dois no Rio de Janeiro. Além das perdas humanas, a população enfrenta as consequências diretas do evento: a falta de energia, o bloqueio de vias por árvores caídas e a suspensão temporária de transportes, como trens, metrôs e operações aeroportuárias.
Segundo a Climatempo, o cenário foi potencializado por uma mudança brusca nas condições atmosféricas. Enquanto o ar quente e seco predominava, a entrada súbita de uma massa de ar frio acelerou o fluxo de vento, criando rajadas de até 124,9 km/h em Itaporanga (SP) e 105 km/h no Galeão (RJ).
Diante da gravidade, o Governo de São Paulo mobilizou um Gabinete de Crise para coordenar a resposta às emergências. As autoridades permanecem em estado de alerta, com o Corpo de Bombeiros atuando em centenas de ocorrências, desde cortes de árvores até o resgate de pessoas em situações de risco.
A previsão indica que, com a estabilização das massas de ar, a tendência é de redução gradual da intensidade dos ventos, embora a instabilidade ainda possa trazer chuvas para áreas afetadas nesta quinta-feira (30/7).
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