MAIS UMA VÍTIMA DA VIOLÊNCIA
Mãe denunciada por torturar filha de 2 anos e enviar vídeos ao ex em Itaboraí
Mulher é acusada de torturar a própria filha de 2 anos em Itaboraí e enviar vídeos ao ex-companheiro. Caso chocou pela crueldade e uso da criança como arma de intimidação.
Uma mulher foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por torturar a própria filha, de apenas 2 anos, em Itaboraí, na Região Metropolitana do estado. A decisão, anunciada nesta quinta-feira, 11/06/2026, pela Promotoria de Justiça junto ao Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Especial Adjunto Criminal de Itaboraí, surge após o pai da criança procurar as autoridades com vídeos e mensagens alarmantes.
O caso choca pela crueldade e pelo uso da menina como instrumento de vingança após o fim do relacionamento. A investigação revelou que a mãe não só submetia a criança a agressões físicas e psicológicas constantes, como também gravava os atos e os enviava ao ex-companheiro, numa tentativa de intimidação e controle emocional. A gravidade das evidências levou a Justiça a autorizar a prisão temporária da suspeita e a conceder medidas protetivas urgentes à vítima.
As apurações detalham um cenário de horror: a criança era ameaçada com um cano de PVC, recebia chineladas e sofria queimaduras com uma colher aquecida. Exames periciais confirmaram lesões consistentes com essas agressões, incluindo uma marca de queimadura em um dos braços da menina. Um dos vídeos mais perturbadores flagra a mãe ordenando que a filha estendesse a mão antes de aplicar o instrumento quente, com a criança tentando fugir em desespero.
Segundo o Ministério Público, a sequência de torturas ocorria em meio aos conflitos do ex-casal, evidenciando o uso da vulnerabilidade da filha para ferir o pai. A denúncia formaliza a acusação pelos crimes previstos na Lei de Tortura e na Lei Henry Borel, que visa coibir a violência contra crianças e adolescentes no ambiente familiar. O órgão ministerial também requereu a conversão da prisão temporária em preventiva, buscando garantir a proteção da vítima e o andamento do processo.
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