ALIMENTAÇÃO EM CADEIAS

Mãe de detento denuncia intoxicação em presídios de Mossoró após refeições contaminadas

Mãe desabafa sobre condições em presídio.
Mãe de detento relata condições precárias em presídios de Mossoró após surto de intoxicação alimentar.

Detentos do Complexo Penal Dr. Mário Negócio e da Cadeia Pública de Mossoró apresentam sintomas graves. Polícia Civil investiga empresa terceirizada como principal suspeita de contaminação alimentar.

A preocupação com a dignidade e a saúde dos detentos em Mossoró ganhou voz pública nesta segunda-feira, 22/06/2026. Uma mãe, cujo filho cumpre pena no Complexo Penal Dr. Mário Negócio, procurou a imprensa para denunciar as condições precárias da alimentação e os surtos de intoxicação que acometem unidades prisionais da cidade. A decisão de expor a situação busca garantir o direito básico à alimentação adequada e segura, impactando diretamente o bem-estar de centenas de indivíduos.

Além do Complexo Penal Dr. Mário Negócio, internos da Cadeia Pública de Mossoró também apresentaram sintomas agudos de intoxicação alimentar, incluindo dores abdominais intensas, náuseas, vômitos e febre alta. A gravidade dos quadros levou as direções de ambas as unidades a registrarem boletins de ocorrência na Delegacia de Plantão da Polícia Civil.

Em uma entrevista gravada, a mãe de um dos detentos expressou a angústia da família: "A gente pede melhoria na alimentação. Apesar dos erros deles lá fora, aqui dentro eles já estão cumprindo [a pena]". A declaração ressalta o paradoxo de se esperar que a pena sirva como redentora, mas que as condições básicas de sobrevivência, como a alimentação, sejam negadas ou oferecidas de forma insalubre.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para a empresa terceirizada que fornece as refeições para as duas unidades. A suspeita é que as refeições entregues estejam contaminadas, levando ao surto de doenças entre os presos. Amostras dos alimentos foram recolhidas e encaminhadas para exames periciais para determinar o nível e o tipo de contaminação.

Enquanto a perícia laboratorial aguarda resultados, equipes médicas foram mobilizadas para prestar atendimento emergencial diretamente nas instalações prisionais. A ação visa aplicar medicação injetável e hidratação nos detentos afetados, buscando estabilizar os quadros e evitar transferências em massa para hospitais da região, o que poderia sobrecarregar o sistema de saúde local.

A situação em Mossoró reforça a necessidade contínua de fiscalização e controle sobre os serviços terceirizados em ambientes carcerários, garantindo que direitos fundamentais não sejam violados em nome da economia ou da negligência.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário